sábado, 3 de dezembro de 2016

dezembro. 2

Não está a ser um final de semana fácil. Muitos trabalhos em mãos, muitas explicações para dar para os muitos testes que ainda faltam terminar e muitos trabalhos de grupo da faculdade para fazer. Sinto-me desorientada, atordoada com a imensidão de coisas à minha volta e com tantas solicitações.
Hoje o dia começou demasiado cedo, depois de uma noite muito mal dormida, depois de muita tosse, muita febre e muito cansaço, acordei praticamente como me deitei: exausta. 
O dia voou. Desde que entrei na minha sala, pelas 14h, até à hora em que saí (já passava das 20h) foi um sem parar de dúvidas, exercícios, revisões e fichas de trabalho. Há dias grandes e depois há outros ainda maiores, enormes. Mas eu gosto muito daquilo que faço e isso ajuda. Não resolve o cansaço. Mas ajuda. Ajuda a passar o dia, ajuda a esquecer os trabalhos que tenho atrasados e ajuda a enfrentar o sono. Quando se trabalha por amor tudo fica mais fácil, tudo se contorna.
Amanhã será um sábado grande (o maior dos últimos tempos) mas sei que, apesar das muitas horas de trabalho, da exigência que estes dias representam e do esforço que terei que fazer para vencer um dia tão longo, no final do dia, regressarei a casa feliz. Muito feliz.  




quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

dezembro 1

Filha mais nova doente. Mimo todo o dia e trabalho interrompido logo pela manhã obrigando-me a reduzir para metade as horas de trabalho previstas para hoje.
Dia cinzento. Muita chuva. Muito nevoeiro. Iniciámos a decoração da árvore de Natal a pedido da filha doente (mas só iniciámos). Muitas chávenas de chá e muitas tentativas de trabalhar frustradas. Calendário de Advento a postos. Tarefas e chocolates em cada gavetinha prontas a cumprir a cada dia. Chá de limão. Abraços e Bolo de maçã. O mais velho estuda para mais um mini-teste. O pai assiste a todos como pode e o cão "ronca" mesmo ali ao lado. Tento minimizar a dor de garganta, a febre e todo o mal-estar que uma gripe pode causar e dou ainda mais mimo, mais colo e prometo pizza para o jantar. Nestes dias não vale a pena contrariar os factos. Nestes dias é preferível ir com a corrente. Respirar fundo. Ter calma. Dar todo o tempo que é preciso e abraçar. Muito.









... "esperar" é, talvez, para mim, o verbo mais difícil de conjugar e também aquele que mais me exige treino e persistência. Não está na minha natureza a calma, a leveza de quem sabe aguardar ou a ternura paciente dos que sabem esperar ... toda eu sou inquietude e urgência e vontade de chegar mesmo ainda antes de ter partido... por isso, hoje, digo adeus a Novembro - um mês que não me deixará saudades e do qual não sentirei falta! Sigo em frente na esperança de que Dezembro seja melhor e me traga a saúde e a força que novembro me roubou!!



domingo, 27 de novembro de 2016


Não gosto de acordar com sono. Não gosto de perder tempo nem da sensação de tempo perdido. Não gosto de ficar em casa quando há sol na rua. Não gosto de sair de casa quando chove na rua. Não gosto de ter frio. Não gosto de ser contrariada. Não gosto de gente vazia, sem sentido... não gosto de meias verdades e ainda menos de mentiras. Não gosto de ser a última a saber das novidades e não gosto de incertezas nem do desconhecido. Não gosto de gente que ri sem motivo ou que ri alto para chamar a atenção...não gosto de meios sorrisos nem de gente que acha que tem sempre razão. Não gosto de não saber o que vestir nem de achar que não tenho o que vestir! Não gosto de me zangar nem estar amuada com ninguém. Não gosto que me façam sentir a mais. Não gosto de condescendências nem paternalismos. Não gosto de perder tempo no supermercado, a pôr gasolina ou a ouvir conversas da treta. Não gosto de não ter tempo para ler, de passar os dias a correr, de estar semanas sem ir ver o mar ou sem comer chocolate...
À parte disto gosto de imensas coisas ... gosto de não ter que gostar de tudo, de não ter que aceitar tudo, de não ter que me calar quando me apetece falar, de dizer o que penso, de me rir com vontade, de chorar quando me apetece... gosto de ser totalmente livre, de chegar a casa e calçar os ténis para ir correr no final de um dia grande, de jantar pizza na sala, sentada no chão com os meus filhos e de beber um copo de vinho enquanto faço o jantar. Gosto da minha vida assim e de ser feliz com uma mão cheia de pequenas coisas que valem tanto, com uma mão cheia de coisas que são tanto ... que são tudo...



quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Crónica de Nuno Amado... Manual de Felicidade para Neuróticos

absolutamente fantástico 

"Não passar demasiado tempo com idiotas. Errar. Aprender com os erros. Fazer erros novos. Não dar alimento ao desespero nem deixar a esperança esfomeada. Rir sempre que possível. Amar a família, conversar com os amigos, ser gentil com desconhecidos. Dar um passeio de vez em quando. Comer com gosto. Preferir o céu a um ecrã, o canto dos pássaros a discursos políticos, a poesia às notícias. Ser paciente com o amor. Procurar ser-se quem se é e estar-se no dia e hora em que se está. Ser gentil com a família, amar os amigos, conversar com desconhecidos. Desconfiar dos adultos que parecem ter a vida resolvida ou que têm dentes demasiado brancos. Prestar especial atenção à sabedoria das crianças e dos velhos. Errar. Aprender com os erros. Fazer erros novos. Ser tolerante com o amor. Aprender com as histórias: as nossas, as dos outros, as dos filmes, as dos livros, as que estão a ser contadas na mesa do lado. Não adiar qualquer beijo. Não se deixar ser vencido por incompetentes. Não se deixar ser vencido por incompetentes. Não se deixar ser vencido por incompetentes. Ser exigente com o amor. Ouvir música todos os dias. Conversar com a família, ser gentil com os amigos, amar os desconhecidos. Ficar bêbado de vez em quando: de álcool, de ternura, de encanto, de riso. Ser gentil. Saber contar bem pelo menos uma anedota. Desenvolver de igual forma os músculos do sonho e da desilusão. Usar roupas confortáveis. Não se ficar preso às falhas de ontem, aceitar o que se perdeu hoje e acreditar nos milagres de amanhã. Ter um entusiasmo sempre à mão. Nas alturas em que a vida parece vazia de sentido, quando há um nó na garganta que dificulta a respiração, quando todos os punhais do destino estão cravados nas nossas costas, saber que alguém algures irá tomar conta de nós e que nenhuma dor, desde que o tempo começou, dói da mesma maneira para sempre. Ser comedido na indignação e pródigo na alegria. Atravessar um jardim pelo menos uma vez por semana. Não ficar nem bêbado de certezas nem agrilhoado por dúvidas. Recomeçar, quando necessário. Ser ambicioso nos anseios, moderado nas acções e humilde nas promessas. Estar no mundo de forma a que se consiga ouvir-se viver. "
E ... (repetir) "Procurar ser-se quem se é e estar-se no dia e hora em que se está."


terça-feira, 22 de novembro de 2016

do (nosso) compromometimento


Um texto fantástico (como sempre) e uma excelente resposta a uma pergunta que me fazem tantas vezes "como é que se consegue ficar casada 20 anos com a mesma pessoa stora!?"
Pois cá está e eu não saberia explicá-lo melhor 
"NÃO EXISTE MÁGICA – EXISTE COMPROMISSO, COMPROMETIMENTO E TRABALHO – é isso que salva casamentos e salva famílias.”
Para ler e (re)ler.





segunda-feira, 21 de novembro de 2016

star dust


Somos feitos de luz. Há em nós, nas nossas células e em cada pedaço da nossa existência, vestígios de todos os seres humanos que existiram e hão-de existir ... 
Somos feitos do pó das estrelas e existimos desde o início dos tempos. Somos Átomos animados de sentimentos, moléculas que vibram no mesmo comprimento de onda de toda a humanidade. Não somos assim tão diferentes uns dos outros. Somos iguais na essência. Iguais naquilo que, ao mesmo tempo que nos distingue e nos torna seres únicos, também nos devia aproximar uns dos outros ... 
Somos todos viajantes deste mesmo tempo. Não pertencemos aqui ... estamos apenas de passagem.


domingo, 20 de novembro de 2016

Hoje, é daqueles dias em que quando se abre a janela, já se tem a certeza de abrir o Coração. A certeza de como a árvore se desapega da folha e a deixa cair, também a mente se desapega dos pensamentos e os deixa partir. Hoje, só há uma janela aberta, o vento que se enrosca, a chuva que cai. E o coração. Sempre o nosso Coração: aberto e pronto para mais um dia 



sexta-feira, 18 de novembro de 2016

6h30. Sou a primeira a acordar. Encosto a porta do quarto, não faço barulho, deixo que todos durmam mais um bocado. Preciso que durmam mais um bocado. Preciso do meu silêncio. Do meu chá forte. Dos meus pensamentos alinhados. De pensar sem burburinho. Não sei como se vive a correr, sem parar para nada, sem tempo para pensar... 
Eles dormem e eu tenho a casa só para mim. O silêncio bom, a agenda aberta em mais uma página nova, limpa, pronta... hoje escrevemos um dia novo. Hoje começo uma nova etapa, caminho na direcção de um sonho que tinha sido adiado mas nunca esquecido... hoje dou inicio ao princípio de um fim.


imagem _veganama_





quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Do primeiro de Janeiro até hoje (tempo de fazer balanços):
Ser feliz, ser grata, ser mesmo muito mas muito grata ... por hoje, por sempre, por cada vitória, por cada conquista .... por ter chegado (sem ajudas) onde cheguei, por ter conquistado com empenho, força e dedicação um lugar só meu e acima de tudo por ter vencido onde outros falharam ...
Recordar todos os dias esta máxima: a vida deixa-nos sempre escolher o que, em cada dia, queremos plantar! Mas não devemos esquecer que sendo livres para plantar o que quisermos também só colheremos depois exatamente aquilo que plantámos! 
E é mesmo isso: cada um recolhe, a cada dia, o fruto justo daquilo que plantou!!


(algures nos Açores. dezembro.2015.)








terça-feira, 15 de novembro de 2016


Chegar aos 43 anos com a paz que tanto tenho procurado. Sentir aquela sensação de que estou onde devia estar, que a vida corre o seu rumo certo, sem dúvidas...serena. Olho para trás e gosto da pessoa que sou, da marca que fui deixando impressa nos outros, na marca que permiti que deixassem em mim... 
Nunca fui pessoa de muitas pessoas. Nunca fui da multidão, da confusão, do alarido... sempre fui da paz, do silêncio que a noite me dá, da paz que me empresta o mar ou da solidão tão bem escolhida da minha própria companhia... hoje, com 43 anos sinto que o que gosto mesmo é das pessoas, de estar com elas, de falar com elas ... sinto que me fazem falta, que gosto de as ver sorrir à minha volta e que sou mais feliz por ter comigo todos estes que me rodeiam, todos estes que vou permitindo que se aproximem de mim sem os afastar com as velhas resistências de outros tempos... com o tempo descubro que há uma riqueza que mora em mim e outra que mora ali, mesmo ao meu lado, todos os dias, ao alcance da minha mão. Com o tempo entendo que os tesouros mais profundos são os que trago comigo e que tantas vezes afastei por medo de me prender, de me expor e de me entregar ... aos 43 anos regresso, por fim, a mim mesma, como quem chega de um país distante, como quem regressa à sua cidade depois de anos de afastamento, como quem entra em casa pela primeira vez, olha em volta e se reconhece como um estrangeiro na sua própria vida.



domingo, 13 de novembro de 2016


Há uma lei que defende que, como forem os nossos pensamentos e os nossos sentimentos, assim serão também as coisas que vamos encontrar à nossa volta... Por esta lógica, só teremos paz, amor, beleza, saúde e felicidade na nossa vida, se houver paz, amor, beleza, saúde e felicidade dentro de nós. 
É por isso que eu digo que todas as coisas boas aparecem de dentro para fora e nunca o contrário.


sábado, 12 de novembro de 2016

Sunday mood

Compreender as voltas que a nossa vida dá sem desanimar mas aceitando que tudo o que tiver que ser nosso, será. Perceber cada acção, cada porquê, cada dia sim e cada dia "mais ou menos". Entender, no meio da correria dos dias, que há pessoas que vieram para ficar na nossa vida para a acrescentar e que há outras que têm que ir embora para não a diminuir. Viver, esperando tudo o que de melhor a vida tem e traz, e acreditar que toda a gente tem um lado bom, mesmo que às vezes não pareça. Viver bem. Viver com calma. Saborear os pequenos nadas que se tornam em grandes instantes. Confiar. Sorrir. Muito. Sempre. E dar, a cada dia, o melhor de nós aos outros, à vida, a tudo e em tudo. Aprender a ver depois da chuva o sol, depois de cada instante sombrio a luz e a claridade e sermos, a cada instante, felizes e gratos pelo muito que temos e somos.



segunda-feira, 7 de novembro de 2016


“Cada vez que vamos por um caminho diferente somos recompensados. É uma regra da vida. Reparamos mais nas coisas quando são inesperadas. O caminho habitual até pode ser mais bonito (senão não o escolheríamos), mas, por ser (só aparentemente) mais conhecido, adormece-nos os sentidos. (…)


As flores que sempre vimos florescem sem darmos por isso. As que nunca vimos antes florescem cada vez que olhamos para elas.

Até nas relações humanas é verdade: o hábito não só conforta como reconforta. Mas, cada vez que saltamos para onde o confortável não existe, temos o prazer de descobrir que cada um dos nossos prazeres é renovável, nem que seja pela diferença do objecto, do destino ou da relação entre eles.

Todos voam.”

- Miguel Esteves Cardoso





domingo, 6 de novembro de 2016


"Percebi que para dentro de nós há um longo caminho e muita distância. Não somos nada feitos do mais imediato que se vê à superfície. Somos feitos daquilo que chega à alma e a alma tem um tamanho muito diferente do corpo. Percebi que ver verdadeiramente uma pessoa obriga a um esforço como o de estarmos sentados nos nossos bancos a tomar conta do que se passa pelos montes."

Valter Hugo Mãe, O Rosto, in Contos de Cães e Maus Lobos.


terça-feira, 1 de novembro de 2016

november roots


Entro em Novembro a dever umas largas horas ao sono. Sem margem para mais e consciente que, nesta fase, só assim conseguirei ter capacidade de resposta para tudo. Vou mantendo lá em cima a motivação, a resiliência e a elasticidade.
Às vezes, sem planear, a vida mostra-nos que tudo cai no sítio certo no momento exato, é tudo uma questão de tempo, de saber esperar e confiar...
Esta vida que não nos pede autorização para mudar o rumo dos dias e nos obriga a manter muito clara a definição de adaptabilidade, que nos obriga a aprender a gerir, a ponderar, a modificar e a relativizar muitas das chatices diárias (se quisermos ser felizes, claro) também nos ensina a encher o peito de ar, a orientar o nosso gps interno em direcção ao que nos motiva e a tudo aquilo em que acreditamos e mais desejamos, a escolher o quê e quem queremos manter na nossa vida e a entrar cheia de confiança no penúltimo capítulo deste livro...



Quanto mais me aproximo da verdadeira essência daquilo que marca o real sentido da vida, mais afasto aquelas dúvidas que às vezes se instalam e mais crio, em mim, a certeza de que quando valorizamos as pequeninas coisas que nos rodeiam e conjugamos, todos os dias, o presente do Indicativo do verbo Acreditar, também a conjugação do verbo Ser(mos) nós mesmos se tornará mais fácil e a nossa vida terá um Futuro mais feliz e (quase) perfeito.


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Espírito de Segunda-feira


Uma pessoa aprende, com os anos e com a vida, a gostar de segundas-feiras e a perceber que elas são como um primeiro dia do ano só que todas as semanas!
As segundas-feiras são pequenos reinícios, oportunidades únicas que nos são oferecidas semanalmente, para começar de novo, para encarar os cinco dias que temos pela frente como cinco novas oportunidades de fazer tudo o que planeámos, tudo o que queremos e tudo o que nos fará mais felizes.


terça-feira, 25 de outubro de 2016

este texto, que saiu no exame de português, é absolutamente extraordinário

"É possível (e até bastante provável) que o nosso tempo se caracterize por um esvaziamento do significado das palavras ou, no mínimo, do seu impacto. Como se todos os limites da linguagem tivessem há muito sido transpostos, comprimindo as margens de uma transgressão em tempos celebrada (e ocasionalmente praticada) por vanguardas estéticas e artistas malditos; e como se, num domínio simbólico crescentemente dominado por regimes de imagem cada vez mais acelerados e potentes, pouco espaço sobrasse para a desmedida ambição que certas palavras transportam. É certo que o amortecimento desse impacto não equivale a uma rarefação, pois é notório que as palavras se multiplicaram e estão agora em todo o lado, digitais ou analógicas, impressas, «pixelizadas», projetadas à nossa volta, preenchendo e saturando de significados o nosso quotidiano, sorrindo-nos, persuadindo-nos, seduzindo-nos com promessas ou governando‑nos com imperativos. Simplesmente (e há muito pouco de simples nisto), as palavras servem agora sobretudo de complemento e suporte de imagens, quando não as integram, tornando-se elas próprias um elemento gráfico. É, por isso, inteiramente lícito que nos interroguemos sobre a relação possível entre o esvaziamento das palavras e a sua subordinação à hegemonia das imagens, das quais se diz agora valerem, cada uma delas, mais do que mil palavras, num câmbio tão duvidoso quanto sugestivo. Este esvaziamento das palavras é particularmente relevante quando nos debruçamos sobre a coisa-manifesto, essa espécie de cometa feito de palavras e lançado em direção ao planeta Terra a uma velocidade vertiginosa e imparável. Porque é feito de palavras, o manifesto deve (tem de) contar com a sua solidez e acutilância, pois só com as palavras certas se torna possível rasgar o manto de conformismo, tédio, banalidade, injustiça ou infâmia contra o qual se dirige. As palavras e a sua capacidade de detonação e perfuração são a pólvora sem a qual o manifesto seria incapaz de se lançar à conquista do mundo, a artilharia necessária para derrubar a grande muralha da China que perante ele se ergue, ameaçadoramente estável e indestrutível, protegendo o Império do Meio dos seus bárbaros vizinhos. Certas palavras, é sabido, são capazes das mais ousadas proezas, podem ferir e doer, tornam-se imprevisíveis e indomáveis assim que abandonam a lâmpada mágica onde se encontravam abrigadas. Pense-se em termos como «honra», «fé», «verdade», «razão», «liberdade», «progresso» ou «revolução», para mencionar apenas alguns dos mais óbvios, e siga-se o respetivo percurso histórico: quantas vidas foram capazes de determinar e moldar com o seu misterioso poder encantatório, quantas batalhas, disputas, intrigas, escolhas e mudanças operaram ao longo dos tempos. A banalização das palavras surge como algo novo e sem precedentes, um estado de coisas cujo alcance estamos longe de aferir, ainda que o seu impacto se apresente inegável."

www.teatromariamatos.pt (adaptado) (consultado em 23 de janeiro de 2012)