quarta-feira, 9 de outubro de 2019

The end


Chegar ao final de mais um dia e observar a caminhada feita. Não é pensar sobre o que fiz ou não fiz. Não é apenas uma ideia abstrata. É algo mais! É sobre a realização concreta e determinada do percurso feito. Não é abstração é caminho interior concreto e necessário que cada um de nós tem que fazer.
E seja qual for a nossa crença, atravessar as nossas sombras contribuirá sempre para a iluminação de todos os que nos rodeiam. ♥️♥️



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terça-feira, 8 de outubro de 2019

* Regressar


Largar as férias e recomeçar custa muito. Mas custa mesmo. (Compreendo muito bem os meus alunos quando dizem “não estou preparado para voltar às aulas stora” 😅😉). Porque também eu, por muitas que sejam as saudades que tenho deles no verão, e tenho, a verdade é que também me custa largar o sol, os meus livros, custa-me largar a preguiça das manhãs na praia e das horas gastas sem culpa a fazer “rigorosamente nada”. Passei o fim-de-semana todo a dizer “não estou preparada para largar as férias ...” numa lamúria tonta 🥴 que não convencia ninguém (porque na verdade todos sabem que quando se aproxima setembro começo a pensar em pintar a sala de novas cores, em fazer remodelações, em estar com a minha tribo, com vontade de rever os antigos alunos e esticar os braços para acolher os novos e que sinto mesmo falta dos números - tanto quanto sinto das letras- e do sol e da praia) 😍
Como dizia uma amiga, “nunca nos sentimos preparados para regressar até ... começar”!! E como dizia o António Correia que me conhece como ninguém “pois sim, está bem ... daqui a 3 dias falamos” 😂
E pronto cá estou eu para confirmar que sim, que tinham todos razão!! Não precisei sequer de 3 dias!! 💓💓 que bom que é estar de volta à minha sala, aquele lugar bonito onde sou tão feliz😍 (e para que conste também tenho a secretária mais bonita de todas 😁😁 e a minha sala de estudo é mesmo a mais bonita da cidade ... e arredores 💖)

* o quadro foi feito pela minha talentosa filha 💖


segunda-feira, 7 de outubro de 2019

18 anos


Nunca deixaste que te dissessem que não eras capaz ou que os teus sonhos eram grandes demais! Nunca viveste como os outros queriam que tu vivesses, nunca foste atrás de ninguém e nunca, para seres popular, tentaste ser algo que não eras!! És simples, humilde e de uma autenticidade que para muitos é desconcertante e incompreensível.
Muitas vezes o preço que pagaste pela tua honestidade foi alto, muitas vezes foi até duro, mas consideras que a verdade vale sempre a pena.
A cada ano vejo-te construir a tua verdadeira rede de amigos, analisando e avaliando quem te dá mesmo a mão e quem se torna só mais um.
No teu silêncio vais vendo quem se revela, quem permanece ou quem foge ao primeiro sinal de curva mais acentuada.
Com a tua serenidade vais construindo as tuas certezas: “tudo importa, mas nem tudo tem assim tanta importância na vida mãe”.
E assim tens crescido, a ensinar-me tanto todos os dias, a mostrar-me que na vida não precisamos de muito para sermos felizes porque como tu mesmo me disseste: “a vida não é sobre lamentarmos o que falta mas sim sobre saber o que realmente precisamos valorizando tudo o que já temos”. Por isso, Miguel desejo que continues a ser assim, feliz e a valorizar o que tens e o que és, porque o que tens somado ao que és, é tanto e tão bonito que preenche cada espaço e cada milímetro dos nossos dias, da nossa vida e dos nossos corações.
Parabéns por estes 18 anos Miguel



domingo, 6 de outubro de 2019

Guernica


Uma foto de há 3 anos, um texto de homenagem ao maior dos Antónios da minha vida - o meu pai que faria hoje 70 anos - saudades sem fim 💔💔
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Esperei 30 anos para ver "frente a frente" aquele que para mim é o mais bonito quadro de Picasso: Guernica!
Vou para sempre lembrar-me da emoção que foi vê-lo de perto. Emoção mesmo, assim ao ponto de ficar com a lagrimazita ao canto do olho. Fiquei 1/2h totalmente absorvida naquele momento!! Porque quando o vi, ali à minha frente, com as suas enormes dimensões e detalhes, tive a real noção do impacto que uma obra de arte pode provocar em nós!
O quadro mede 3,50m de altura por 7,82m de largura. Tão grande, que era possível ver muitos detalhes da pintura, como alguns esboços a lápis feitos por baixo da tinta. Pude ver, com detalhes, o traço e as pinceladas verdadeiras de Picasso. As figuras retratadas, pelas suas grandes dimensões, exprimiam muito mais emoção do que eu podia sequer imaginar e pude entender que a oportunidade de ver uma obra de arte ao vivo nunca por ser substituída por uma reprodução num livro ou por uma cópia daquelas adquiridas numa das muitas gift shops espalhadas por aí
Acho que pouca gente conseguirá entender o que senti ao vê-lo! Talvez tu pai, se fosses vivo, me entendesses já que foi pelas tuas mãos que pela primeira vez conheci este quadro e toda a sua verdadeira história e significado e tu, Antonio Correia , que me conheces bem e me deixaste sossegada, num momento só meu e em que, apesar das fotos serem totalmente proibidas, conseguiste "enganar" as seguranças e captar o momento para que eu tenha uma recordação deste momento para a posteridade 😘😊 obrigada❤️ 



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sábado, 28 de setembro de 2019

15 anos de ti



Não é a inquietude nem a ânsia de querer agarrar a vida com todas as forças que nos leva à perdição ... é o “vai-se andando”, é o “mais ou menos”, é o “tanto me faz”... isso é que nos mata devagarinho e nos corrói por dentro a esperança.
Por isso Maria, recusa sempre o “tanto faz”, nunca respondas “vai-se andando”, nem vivas “mais ou menos”!!! Agarra a vida todos os dias, porque o nosso compromisso diário é não deixar que o dia termine sem termos crescido um pouco mais, sem termos sido um pouco mais felizes, sem termos agradecido à vida este tanto que ela nos dá. O nosso compromisso diário é nunca deixar de acreditar, é ter a certeza que aconteça o que acontecer a nossa essência não se corromperá e permanecerá para sempre intacta apesar das dificuldades próprias da vida. E que, pela vida fora, minha pequenina Maria, saibas manter a tua coragem e o teu compromisso diário de te levantares de todas as vezes que a vida te derrubar para que tenhas sempre presente no teu coração que és tu e só tu a protagonista da tua própria história ♥️😊♥️ que sejas sempre muito muito feliz. 



sexta-feira, 27 de setembro de 2019


Outono ... o tempo que nos leva ternamente pela mão até ao Inverno. Como se fosse um irmão mais velho, vai orientando o caminho até aos dias frios, leva-nos pela mão com a sabedoria e aquele amparo equilibrado e genuíno que só os irmãos mais velhos têm!! És perfeito! Com as tuas cores e a tua luz - definição simples e única de aconchego 🍂🍂🦔🍂🍂🐿🍂


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quarta-feira, 25 de setembro de 2019



Quando perguntam “como tem lugar para tanta gente na sua vida?” 😊 Eu respondo sempre: “Nós usamos todos o mesmo espaço do coração. A diferença é que o preenchemos com coisas diferentes.” - e eu vou escolher sempre preencher o meu a dar amor, tempo e espaço aos que me rodeiam ♥️♥️



terça-feira, 24 de setembro de 2019

fall


A transição é requisito obrigatório para a continuidade da vida e mudar, de alguma maneira, significa também renascer e ter vontade de abraçar o desconhecido. É este o gesto simbólico do outono, a transição e o renascimento.

Assim como as árvores se despem das folhas e se preparam para os rigores do Inverno, também nós somos convidados, nesta estação, a desapegar, a deixar para trás o que não nos serve, o que já "amadureceu", o que está feito e terminado.
Só assim, quando libertamos o acessório e criamos espaço livre na nossa vida, podemos dar hipóteses para que mais tarde possam nascer em nós novas flores e novos frutos como sinónimo de vida nova e renascimento 🍁🍂🍂   (sê bem-vindo outono) 🍂





sexta-feira, 20 de setembro de 2019

É o outono a chegar ...


Enquanto houver vida para viver, mais do que simples esperança há recomeço!! E essa será sempre a melhor sensação do nascer de cada novo dia.


terça-feira, 17 de setembro de 2019

Sobre a Felicidade









Não é todos os dias que se tem a plena consciência de se ser feliz. Nota como, na maioria das vezes, é apenas na retrospectiva de certos momentos e situações que as pessoas percebem o quanto eram felizes. Poucos são os que sabem e acordam todos os dias com essa certeza de que são felizes! E não, isto não se passa com todos e não acontece a toda a gente. É só aos que têm essa preocupação de querer parar, analisar e pensar sobre isto de querer saber se são mesmo felizes! Este questionar sobre a felicidade dói e incomoda. É preciso querer ir ao fundo de si mesmo... Mais, é preciso ter alguma densidade e profundidade emocional e coragem para se questionar sobre esta felicidade!! Não é sobre alegria! É sobre felicidade! Não é sobre estar feliz hoje, agora, momentaneamente, é sobre ser feliz, sempre, de modo permanente (mesmo nos momentos difíceis!). Ser feliz não é um momento de alegria. Ser feliz é um estado, uma existência. Uma permanência. A diferença absoluta entre os verbos SER e ESTAR!
E isto, que até pode ser algo simples e banal não é! E no sábado quando nos sentámos descalças na relva a ver o pôr do sol, a rir e a conversar senti como sem precisar de muito transformamos a vida de alguém e como tu, com uma simples frase “sou feliz!” fizeste o meu mundo a girar!! Tu que com o teu riso fácil e esse espírito livre de miúda crescida tornas possível estes momentos ímpares no meu crescimento como mãe, momentos em que apesar da correria dos meus dias eu te dou tempo para te deixar sentar na relva e desenhar e com calma viveres e respirar por entre a rotina cansada dos meus afazeres.
E tu Maria, que vês tantas coisas bonitas em mim não sabes que na verdade és tu, personificação da felicidade mais pura, que tornas tudo isto possível, que sem saberes te tornaste um fôlego de ar na minha vida e que rezo todos os dias para que nunca deixes de te maravilhar com o que te rodeia, de ver o lado bonito das pessoas, para que não deixes morrer essa alma de artista e mantenhas esse coração cheio de amor e poesia. 
(E a sorte que eu tenho por seres minha)





quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Sobre a estrada percorrida




Se a vida fosse como uma auto-estrada e todos conduzíssemos carros com mudanças automáticas e com GPS, isto de viver seria muito mais fácil. Mas a vida é mais parecida com uma estrada de terra batida bem pelo meio da montanha. E, na verdade, para quem gosta de conduzir, é assim que se sente melhor o caminho: numa estrada de montanha, sem mudanças automáticas e sem as coordenadas dos satélites que parecem monitorizar os nossos caminhos, lá do alto do infinito. Assim, no caminho como na vida aceitamos cada bifurcação como um exercício de escolha, cada curva como um exercício de paciência e cada dia de nevoeiro como uma espera que valoriza os dias de sol! Sabemos que nuns momentos não nos vai custar nada, que o caminho se fará por si mesmo e sabemos que noutros vai ser difícil... bem difícil. Tão difícil que duvidaremos se valerá a pena fazer o tal caminho e percorrer a tal estrada da montanha. Serão muitas as circunstâncias em que pensaremos que a auto-estrada era bem mais fácil e a direito, sem pedras a rolar encosta abaixo, sem ter que fazer marcha-atrás e sobretudo sem paragens. Já na estrada da montanha, teremos de parar muitas vezes para descansar e ganhar forças, hesitaremos outras tantas vezes e pensaremos em inúmeros momentos: “mas onde é que eu me fui meter?”.

Questionei-me muitas vezes também acerca da minha estrada na montanha. Faz parte da vida e de escolher caminhos pouco percorridos. A minha vida tem sido assim, como as estradas de montanha. Cheia de curvas e contracurvas. Bifurcações. Algum mau tempo mas também, para não correr o risco de ser injusta, o reconhecimento de muitos dias bons de sol. Faz tudo parte do processo e sei bem que cada dia teve o seu objetivo e a sua lição. Que tudo converge, no final de contas, para uma aprendizagem e um sentido maior. Mesmo os dias menos bons, mesmo os dias mais íngremes, aqueles em que olhava lá para baixo, para o abismo, e me faltava o ar. Nessas alturas foi preciso desacelerar, encostar à beira da estrada e esperar o nevoeiro e o ar frio da montanha passar, com aquela certeza que já trazemos connosco de que todas as coisas inevitavelmente e num certo momento chegarão ao fim. Que nada (nem o bem e nem o mal) dura para sempre. Que tudo tem um tempo e depois se vai. Ultrapassadas as dificuldades maiores da estrada da montanha é preciso respirar e olhar em volta. Há riachos e campos verdes lá à frente também. Porém o que aprendemos alterará para sempre a nossa visão das coisas. Compreenderemos que o efémero da vida não compensa as angústias sentidas e que independentemente da estrada percorrida e do ponto de onde partimos cumpriremos todos o mesmo destino, pois partilhamos entre todos, como fim último de toda a nossa existência, a mesma casa de chegada. Todo o caminho fica mais fácil se o nortearmos com esta certeza. Se a aplicarmos quando percorremos sem GPS a estrada da montanha. A vida como ela é. Simples nas suas coordenadas. A vida reduzida ao pó que é. Nós e cada uma das nossas conquistas na humildade de quem avança sem magoar ninguém. Nós e cada uma das nossas derrotas com a tenacidade certa para voltar a levantar e a fazer estrada. Nós e cada um dos nossos receios e exaltações. Tudo pó. Tudo com o seu simples sentido. Tudo breve e rápido. Uma viagem sempre curta para quem gosta de conduzir. Por isso, em coisas poucas e pequenas não nos detenhamos mais tempo que o necessário. Só o suficiente. Porque há coisas que precisam ir. Pessoas que precisam partir. E nós, na urgência de um tempo que se finda e uma viagem que é sempre rápida demais, precisamos aprender a resumir a vida. Ao que é. A pó. Tudo pó.









sábado, 20 de abril de 2019

*sobre regressar a casa




Por onde quer que as nossas vidas sigam, por mais longe que elas se afastem, por mais voltas que o mundo dê, haverá sempre o lugar de onde viemos. Aquele lugar onde existimos desde o início. Onde tudo começou. Onde abraçámos a vida pela primeira vez. 💓
São muito importantes esses lugares. Os lugares de onde viemos, onde pertencemos e onde construímos os nossos sonhos primeiros. E mesmo que eles se desfaçam com o tempo, mesmo que o vento os empurre para um lugar distante, nada nem ninguém pode alterar o sítio inicial onde esses sonhos nasceram e foram acalentados como matéria prima preciosa. Os lugares onde nos sentávamos a imaginar e a construir uma vida no mundo lá de fora. Os lugares onde dissemos muitas vezes, quando eu for grande ... quando eu for grande... No meu caso, esse lugar foi aqui, na minha Serra. A mais bonita de Portugal. Lugar primeiro de todos os sonhos e das minhas primeiras conquistas. Nasci e cresci aqui. Com a neve dos longos invernos e o calor abrasador do verão a moldarem a força da pessoa que sou hoje!! Sou Beirã. Feliz, destemida e orgulhosamente Beirã. E este é e será sempre um dado importante da minha biografia. 




segunda-feira, 8 de abril de 2019



São já 10 anos de escutismo. 10 anos de crescimento e de lealdade. 10 anos de dedicação e compromisso.
Parabéns!! É bonito ver-te chegar aqui! 
Que sejas muito feliz como Caminheiro e que esta fase seja vivida com muita alegria e com muita entrega numa comunidade onde todos possam SER e CRESCER, no respeito pela diferença e pelo ritmo de cada um, mas também e essencialmente na afirmação do vosso caminho.
Que sem medo, assumas o teu lugar activo na sociedade e procures dar o teu honesto contributo para que tu e todos à tua volta se possam realizar plenamente como cidadãos, levando sempre no coração a bonita divisa dos caminheiros: SERVIR!! 🔴🔴
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Não podias ter escolhido melhor padrinho 💙
Que sejas muito feliz nos Pioneiros e com essa nova cor que trazes ao peito...

Azul do Mar: a profundidade, o mistério e a energia, Azul do Céu: o infinito, a excelência, a espiritualidade e, por fim, Azul do Horizonte: o desafio, a distância e a eternidade.

Que adquiras nesta fase minha pequenina Maria o saber-Ser, o saber-Fazer e o saber-Estar em paz e harmonia com todos os que te rodeiam. 

Que sejas persistente, insistente, resiliente, valente e uma destemida construtora do teu futuro e que, sendo fiel à lei “o escuta é leal” procures deixar “o mundo um pouco melhor do que o encontraste” e que a tua alegre e feliz maneira de ser seja a pegada que deixas no mundo como marca da tua individualidade.



quinta-feira, 7 de março de 2019

quando muda tudo


Hoje, numa conversa rápida com uma amiga falámos sobre a brevidade da vida e sobre a importância de nunca deixarmos nada por dizer, de não nos deitarmos zangados com ninguém, de nos despedirmos todos os dias dos que amamos,  pois nunca sabemos quando será a última vez ... 

Lembrei-me de ti. Não nos chegámos a despedir. Não deu tempo. Na verdade, com a mania das pressas, não me deixaram fazê-lo e guardo, até hoje, essa mágoa.  Não foi por mal ... ninguém podia saber que aquele era, na verdade, o nosso último momento, o derradeiro telefonema, a última vez que poderia ter ouvido a tua voz.

Fazes-me falta. Muita. Tanta como me fez falta, ao longo de todos estes anos, o último abraço que não demos, a última conversa que não tivemos e aquele "gosto muito de ti" que não chegámos a dizer.  

Não deu tempo. Não podíamos saber. Ninguém pode. A vida é cheia de imprevistos e encontra-nos, na maior parte das vezes, distraídos e demasiado ocupados.

Desde há muito tempo prometi a mim mesma não me deitar zangada nem triste com ninguém, não deixar um "gosto muito de ti" por dizer nem um abraço por dar e contribuir genuinamente para a felicidade das pessoas à minha volta. Todos os dias. Enquanto tenho tempo.


Como consequência da conversa de hoje, a minha amiga dizia-me "por isso, nós vamos sempre despedir-nos com um abraço bom, não é?" ... 

Sim, vamos! Acredita que vamos mesmo. 






quarta-feira, 6 de março de 2019

Renascer *


“Lembra-te, homem, que és pó da terra e à terra hás-de voltar’ (Gen 3,19)”. 



Cerimónia da imposição das cinzas. 




* Quaresma. renascimento. uma primavera dentro de outra.

terça-feira, 5 de março de 2019

Viver é...


Viver é uma peripécia. Um dever, um afazer, um prazer, um susto, uma cambalhota. Entre o ânimo e o desânimo, um entusiasmo ora doce, ora dinâmico e agressivo. 
Viver não é cumprir nenhum destino, não é ser empurrado ou rasteirado pela sorte. Ou pelo azar. Ou por Deus, que também tem a sua vida. Viver é ter fome. Fome de tudo. De aventura e de amor, de sucesso e de comemoração de cada um dos dias que se podem partilhar com os outros. Viver é não estar quieto, nem conformado, nem ficar ansiosamente à espera. 
Viver é romper, rasgar, repetir com criatividade. A vida não é fácil, nem justa, e não dá para a comparar a nossa com a de ninguém. De um dia para o outro ela muda, muda-nos, faz-nos ver e sentir o que não víamos nem sentíamos antes e, possivelmente, o que não veremos nem sentiremos mais tarde. 
Viver é observar, fixar, transformar. Experimentar mudanças. E ensinar, acompanhar, aprendendo sempre. A vida é uma sala de aula onde todos somos professores, onde todos somos alunos. Viver é sempre uma ocasião especial. Uma dádiva de nós para nós mesmos. Os milagres que nos acontecem têm sempre uma impressão digital. A vida é um espaço e um tempo maravilhosos mas não se contenta com a contemplação. Ela exige reflexão. E exige soluções. 
A vida é exigente porque é generosa. É dura porque é terna. É amarga porque é doce. É ela que nos coloca as perguntas, cabendo-nos a nós encontrar as respostas. Mas nada disso é um jogo. A vida é a mais séria das coisas divertidas. 

Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum'





domingo, 3 de março de 2019



A cada dia deter-me na beleza que vive nas coisas ínfimas. Cuidar da casa que somos, no que isso tem de interior e de exterior. Renovar, mudar, crescer e, ao mesmo tempo, não perder a capacidade de olhar para as coisas de sempre, à luz do que somos agora e não do que fomos antes.





segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019



Chamam-lhe RUA porque a vida está lá fora, nessa mistura de sons, de cheiros e de gentes

Chamam-lhe RUA porque é aqui que reside toda a vida de uma Invicta renascida ... ♥️♥️