quarta-feira, 29 de agosto de 2018

será sempre a (minha) maior lição *

O lado bom de todos os recomeços e de todos os reinícios é voltar cheia de ideias e planos, cheia de motivação e boas energias. Apesar de adorar os meus 2 meses e meio de férias de verão (e de achar sempre que nunca chegam para tudo) a verdade é que também gosto de regressar aos meus miúdos, à minha matemática e ao convívio diário com tudo e com todos os que me fazem tão bem e tão feliz, na melhor e mais bonita Academia de Ciências da cidade. 
Tem sido uma longa (e muito feliz) caminhada ao longo dos anos (e já lá vão 27). Uma caminhada feita de muito trabalho e muita dedicação, procurando crescer como pessoa e como profissional da Educação, e dedicando o melhor de mim ao melhor que o mundo tem. 
Ao longo dos anos mudei muito. Mudei a minha maneira de estar perante a vida e os outros, mudei o meu olhar perante a Educação e acabei por me descobrir mais versátil, mais compreensiva e mais tolerante do que julgava ser. Não sou hoje, garantidamente, a mesma pessoa que há 27 anos atrás começou a ensinar matemática. 
Ao longo deste caminho aprendi muito, evoluí muito, desenvolvi e aprendi novas ferramentas para ajustar os métodos de ensino-aprendizagem à natural evolução da sociedade e dos alunos de hoje - tão diferentes dos alunos de há 27 anos atrás. 
Ao longo dos últimos anos procurei sempre estar atualizada e fazer formação contínua e adequada às necessidades do novo aluno do século XXI. Isto porque Ensinar vai muito além de dominar conceitos ou debitar tudo aquilo que sabemos sobre a disciplina que ensinamos. Ensinar hoje é preparar o aluno também para o imprevisto, para o novo, para a complexidade e, acima de tudo, ajudar a desenvolver em cada um a vontade e a capacidade que lhe permitirá construir a sua aprendizagem e conhecimento ao longo da vida. 
Educar ensinando com coerência e flexibilidade é um dos princípios base do meu método de ensino. Um método que não se esgota em si mesmo, mas que se adapta a cada aluno consoante as suas necessidades, e que pressupõe a liberdade, a responsabilidade e a valorização do seu trabalho e a consciência de si próprio.
Tenho trabalhado, diária e afincadamente, ao longo dos anos para construir um equilíbrio feliz entre querer ser mais e melhor e continuar a manter a simplicidade e a humildade de quem sabe que em Matemática o tema e o conhecimento nunca se esgotam. Há sempre muito para aprender e para ensinar, ou melhor, há sempre muito para ajudar a descobrir. É isso que faço todos os dias: ajudar cada aluno que trabalha comigo a descobrir o seu potencial e o seu valor, orientando-o na construção do seu caminho, levando-o a confiar em si próprio e nas suas capacidades e a ser responsável pela sua própria aprendizagem. 
Por muito que as notas sejam importantes (e são!) é essencial que o aluno também aprenda a gostar de aprender e a ver as notas não como um fim em si mesmo mas, como um meio para crescer ainda mais. Porque enquanto a sociedade e a escola se focarem mais nos resultados do que na aprendizagem, se focarem mais nas notas do que em estimular no aluno o gosto por aprender e conhecer, o que vamos continuar a ter é alunos frustrados quando não atingem uma nota, que desanimam ao primeiro obstáculo e que não sabem lidar com os insucessos que, obviamente, fazem parte do dia-a-dia de todos nós. Isto acontece porque se valoriza mais a nota na pauta do que aquilo que o aluno sabe e, muitas vezes, ele sabe bem mais do que aquilo que, por diversas razões, conseguiu transmitir num teste. Sei isso como profissional de Educação e sei isso como mãe. E sei também que a nossa presença ao longo deste processo é fundamental pois, o caminho nem sempre é fácil e, ensiná-los a gerir tristezas e frustrações é também ensiná-los a reagir e a não baixar os braços perante as dificuldades próprias da vida.

Cada aluno tem o seu tempo e o seu próprio ritmo, e se aprendermos a respeitar isso, sem pressões e sem ansiedade, estimulando o gosto pela aprendizagem e valorizando a construção do seu conhecimento, tenho a certeza de que, mais cedo ou mais tarde, esse conhecimento se traduzirá também em bons resultados. Precisamos apostar nas várias dimensões da vida de um aluno e não ver a dimensão académica como a única que é importante ou como a mais importante. Um aluno é uma pessoa e uma pessoa não é só as notas que tem, os patamares que atinge ou as graduações que obtém. 
Cada um de nós é o somatório das várias dimensões e situações que nos aconteceram ao longo da vida. Por isso considero tão importante falar com eles, dar-lhes "tempo de antena", escutá-los e olhar para eles olhos nos olhos. Os nossos alunos não são um "recipiente" que temos que encher de conhecimento, precisamos que reflitam, que raciocinem, que saibam tirar conclusões. E se só eu falar não lhes permito pensar e não lhes dou espaço de reflexão. E nessa escuta ativa, nesse tempo meu que lhes dedico percebo melhor quem é a pessoa que está à minha frente, e quando isso acontece é extraordinário porque conheço um ser humano único e cheio de potencial. E eu acredito que quando os conheço melhor também os posso ensinar melhor e acompanhar mais, não só na sua evolução a matemática mas também no seu crescimento como pessoas. 
Não podemos criar-lhes muros nem barreiras,  não podemos deixá-los "apagar" o brilho natural que cada um deles tem, não podemos impor-lhes "profissões", não podemos viver por eles a vida que eles precisam aprender a construir. E nunca, mas nunca em hipótese alguma, os deixem pensar que os seus sonhos são demasiado grandes. Pelo contrário, é preciso permitir-lhes ser o que quiserem, dizerem o que sentem e como o sentem. E digo isto como profissional de educação e, novamente, como mãe. É muito triste pensar que a educação de um aluno se resume a uma nota. É muito triste pensar que aprender só serve para os preparar para os exames nacionais ou para serem "empregáveis" no futuro. Isso seria demasiado castrador e está tão longe da verdade. 

Prefiro acreditar numa educação centrada no aluno e para o aluno. Prefiro educar para o futuro e para a felicidade, contribuindo para criar cidadãos completos, que saibam lidar com os contratempos da vida, que sejam resilientes, que aprendam a superar desafios, a acreditar no seu valor, a lutar pelos valores em que acreditam com respeito pelas diferenças do próximo, que possuam elevados conhecimentos científicos mas que, ao mesmo tempo, não se percam no conhecimento de si próprios nem do mundo que os rodeia.  

Precisamos mudar a linha do nosso pensamento em educação. Eu mudei muito em 27 anos. Sou melhor professora. Sou melhor pessoa. E devo-o (e muito) a todos os alunos que cruzaram o meu caminho ao longo destes anos e que muito me ensinaram.



* vejo a vida como uma linha. sei quem sou e de onde venho e pretendo manter a humildade de me lembrar todos os dias que "as maiores árvores da floresta crescem do chão" 




quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Há mais de 3 dias que não calço sapatos ... há outro nome para isto que não seja liberdade?  





domingo, 12 de agosto de 2018

Sobre o que de verdade importa

Tenho passado a semana em arrumações. Depois de ler este livro (que recomendo... muito) há toda uma vida (e casa) que se coloca em perspetiva. Isto porque arrumar a casa, destralhar armários, livrar-me de tudo o que já não me serve, funciona por um lado como terapia e, por outro, pode ser visto como uma metáfora: desapegar-me de objetos como quem se desapega de ideias e de pessoas que já não têm espaço na nossa vida, deixar ir roupas velhas como devemos deixar ir o passado, o que não nos acrescenta e só nos magoa, reorganizar armários como quem reorganiza a vida, as rotinas... no fundo, limpar a casa equivale, em última instância, a destralhar e a organizar a confusão e o caos que às vezes se instala à nossa volta, a reestruturar e a organizar os nossos armários interiores e a colocá-los em ordem. 
Não é um processo fácil. Destralhar a casa (e a alma) é difícil e dá trabalho, desapegarmo-nos das nossas coisas (algumas guardadas religiosamente durante anos) e aprender a deixar ir o que já não importa custa muito e não se faz com isenção de dor. Mas é algo que é preciso fazer. Muitas vezes, é urgente fazê-lo a bem do nosso equilíbrio. E é o coração que decide quando e porquê e é ele que ajuda a escolher entre o que é para largar e o que é para manter. É ele que delimita o que guardamos dentro ou fora da nossa vida. E é desta delimitação, de espaços, pessoas e conteúdos, que se faz a organização de toda uma vida (embora a causa inicial fosse "só" organizar a nossa casa). 

Às vezes é preciso deixar ir o que já não queremos para arranjarmos espaço para tudo o que merecemos. Se tudo à nossa volta estiver cheio, confuso, caótico não é fácil arranjar lugar para o novo .. é preciso olhar para a frente, porque a olhar para trás não se constrói caminho. 



quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Passo a passo *


Passo a passo e um dia de cada vez. Passado o cliché é esta a minha obstinação diária.  É assim que, nos dias em que as coisas me correm menos bem, eu me esforço por levar tudo a bom porto. Tento contrariar a urgência que às vezes tenho das coisas e a sofreguidão com que quase "exijo" à vida que ande ao meu ritmo. Quando me sinto a querer tudo ao mesmo tempo paro, e, com calma, tento trazer-me de volta ao meu centro. Passo a passo. Uma coisa de cada vez. Hoje em dia as coisas querem-se rápido, imediatas, quase que instantaneamente. Fixamo-nos mais no destino que no caminho e esquecemo-nos muitas vezes de aproveitar a viagem. Vivemos com impaciência e, aos poucos, fomos perdendo a tranquilidade e a capacidade de saber esperar. 
Por isso, a minha obstinação diária é "forçar-me" a seguir passo a passo, um dia e um momento de cada vez, para voltar à calma e à segurança de quem sabe que, no tempo certo, tudo vem, tudo se ajeita. 



* um dia de cada vez


always ...

KPR Designs | @kprdesigns

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Simplesmente Escuteiro


Pela manhã colocam ao pescoço o lenço que vos enche de orgulho, endireitam aquela jarreteira mais teimosa, verificam as insígnias e fazem-se as últimas vistorias à mochila e ao almoço volante; 
Está tudo a postos. É já tempo de ir.

Deixar-vos ir é sempre um misto de emoções... abrir os braços para que cresçam independentes e seguros, para que vão e vivam 1000 aventuras e acrescentem experiências, pessoas e vidas à vossa própria vida e a inquietude, o medo e a vontade de vos proteger e guardar comigo para sempre; 

Sei que precisam de ir e sei que vos faz bem ir; Sei que há descobertas que só se fazem paredes fora e que nestes dias experimentam aquele nomadismo que também me é muito caro e que é essencial para o equilíbrio dos dias; no fundo, há lá experiência melhor que adormecer sob um universo de estrelas e acordar, sem pressas, com a luz de um novo dia a entrar devagarinho pela tenda; de poderem desconectar-se das tecnologias, de se alhearem de todo o ruído e poderem viver em comunidade e em comunhão com a natureza; de, todos juntos, construírem uma cidade dentro dessa Quinta que vos acolhe, uma cidade viva, um pequeno formigueiro organizado em que cada um desempenha a sua função e dá mais um passo na confirmação do seu lugar numa sociedade que ser ativa, desafiante e colaborativa. "Simplesmente escuteiro" é o lema deste AcaReg2018 para que cada um de vocês possa refletir sobre o escuteiro que há em si, (re)-descobrindo a essência do escutismo e ir mais além na construção de um novo cidadão mais válido, forte e consciente.

Que estes dias sejam tudo o que imaginaram (mais ainda se houver força para isso) porque uma coisa eu sei, esta semana e tudo o que viverem serão experiências únicas e inesquecíveis que vos vão enriquecer e saltar direitinhas para o epicentro da vossa alma. 

Eu vou ficar a contar os dias e as horas até ao vosso regresso, enviando-vos diariamente doses maciças de amor, muita luz e aquela energia boa que vos protege e guarda.

(a scout mom)













Gratitude



Camisetas feminina, masculina e infantil direto da fabrica, com mais de 500 estampas com sua logomarca


terça-feira, 7 de agosto de 2018

it's all about respect ...


Não gosto de competir. A competição segrega, divide, drena... a competição faz comparações e separa-nos em categorias, em uns são "melhores" que outros. 
Não acredito em competições, acredito em eficácia pessoal, em dar o meu melhor todos os dias, em ter brio por fazer bem qualquer tarefa que eu execute. É esta mensagem que tento passar diariamente aos meus filhos e, em tempo de aulas, aos meus alunos: que tenham brio nas suas acções e coloquem o seu lado melhor e mais bonito em tudo o que façam. Seja no estudo, na organização dos materiais ou nas nossas relações com os outros a única coisa que podemos (e devemos) fazer é dar o melhor de nós.  E darmos o melhor de nós não significa atropelar ninguém nem significa ficar angustiado quando não se atingiu determinado patamar ... dar o nosso melhor significa que não temos nada a provar a ninguém, significa que nuns dias vamos ser melhores que noutros, que  também vamos falhar, tropeçar e cair e que está tudo bem com isso, porque somos humanos, e sabermos aceitar isto faz de nós pessoas com muito mais probabilidades de crescer como seres humanos mentalmente saudáveis, equilibrados e felizes. Colocarmos o melhor de nós em qualquer tarefa significa preocupar-nos apenas com o nosso desempenho, significa viver sem nos estarmos sempre a medir com o sucesso dos outros, sem comparações, sem competições. Ao invés de alimentar a ideia que todos lhes impõem de que têm que ser "os melhores" - que é cruel, os desanima e deixa frustrados quando não conseguem - eu prefiro desafiá-los a colocarem entusiasmo e paixão naquilo que fazem e a terem brio por executar bem todas as suas tarefas. Em todas. Sem distinções. Por pequenina que seja. A exagerada exigência traz consigo stress e angústia desnecessária, pesa demasiado e transforma os bons ideais em frustração e desânimo; já o brio traz ânimo e entusiasmo e funciona como um motor que nos impele a dar o nosso melhor respeitando a pessoa que somos, compreendendo os nossos limites e os limites de quem nos rodeia. Por isso quando dizem sobre mim "ela é muito exigente" verifico que, ou há uma grande confusão com o significado das palavras ou não me conhecem de todo. Não sou exigente (não, pelo menos, com a conotação e o sentido que lhe querem dar!!)... o que eu tenho é brio naquilo que faço e ensino os meus a serem igualmente dedicados, a colocarem paixão no que fazem e a gostarem de fazer bem, e isso é muito diferente de ser exigente. Ser exigente, muitas vezes, implica uma certa dose de intransigência e intolerância com os erros e as falhas (as nossas e a dos outros) e quem me conhece bem, sabe que eu não sou assim. Ter brio é levar muito a sério algo com o qual estamos profundamente envolvidos, é honrarmos os nossos compromissos e ter orgulho nas nossas capacidades. Ter brio naquilo que fazemos é ter a capacidade de ver e saber que posso fazer mais e melhor; é ensinar aos outros que são mais do que julgam, que podem conquistar mais do que imaginam se simplesmente acreditarem em si e derem o ser melhor; ao invés de ser exigente e irrazoável com os outros o que procuro fazer é desafiá-los a crescer e a serem capazes de enfrentarem as pressões diárias da sociedade, ajudando-os a desenvolver novas capacidades e a aumentarem as suas competências, mas sempre respeitando os seus limites. 





the real meaning of life ...

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

sobre ir e (re)encontrar

Todas as minhas caminhadas ao longo da vida começaram sempre com alguma confusão interna e foram fruto dessa minha imensa necessidade de partir, de fazer a mochila, ou as malas, e ir. Não vou sem propósito nem destino, mas vou sempre sem data regresso. Viajo ao sabor da vontade do momento, livre de horários e pressões, vivo por dias como nómada, parando, comendo e dormindo onde e quando me apetecer e permanecendo em cada local apenas o tempo que considero necessário para absorver dele tudo o que tiver para me dar... Se um lugar me disser muito demoro-me por lá, caso contrário estarei sempre de passagem e sigo caminho. Preciso muitas vezes de me afastar - não dos meus, que esses carrego-os sempre comigo no peito, mas da confusão diária que me anestesia e entorpece os sentidos e do excesso de agenda que me sufoca e me afasta do meu centro. Não deixa de ser um paradoxo, precisar de me afastar para me encontrar, necessitar da distância para criar proximidade. 
Oiço muita gente queixar-se de estar "cansada", de "cabeça cheia" e sem saber para onde se virar. Vejo-as abatidas, como se carregassem o mundo às costas e totalmente desconectadas com o seu centro, com o seu EU mais verdadeiro, com a sua essência, com a pessoa que são. Acredito que de "cabeça cheia" ninguém consiga ver o caminho e que às páginas tantas o cansaço se apodere dos seus pensamentos e lhes "roube" a energia... Gostava de lhes dizer que, um dia destes, experimentassem ir. Sem grandes planos, destinos mirabolantes, metas, datas marcadas ou expetativas. Ir apenas. Ao sabor do desconhecido e do incerto, ao (re)encontro do que perderam ou à descoberta de um novo Eu. Que fossem e experimentassem a liberdade de caminhar de forma consciente, parando quando apetecesse, respirando e escutando no silêncio de uma madrugada qualquer, o som de uma árvore a crescer, a romper a terra, a atingir o céu...
Às vezes, é nesses silêncios que melhor nos escutamos, que nos religamos à pessoa que somos, que nos permitimos estar verdadeiramente a sós connosco e com a nossa verdade, sem interferências de qualquer espécie. Quando uma pessoa me diz que não gosta de silêncio e que precisa de ruído e agitação à sua volta penso sempre para mim: "Que vozes internas são essas que tu queres tanto calar? O que te diz o teu silêncio que tanto te assusta?". Há muitas vidas complicadas, pessoas em conflito consigo e com os outros, pessoas com as suas mágoas e, para quem, deve ser difícil encontrar-se, a sós, consigo mesmas. Talvez por isso evitem o silêncio, preferindo a agitação e o ruído capazes de calar tudo o que vai dentro. Revejo-me nelas ... já fui assim. Já me incomodaram os longos e excessivos silêncios e nem sempre foi fácil ficar a sós comigo. Foi preciso dar tempo, saber esperar e aprender a escutar.

Com o tempo aprendemos a ir e a deixar a vida fluir sem medo do que vem depois. Por mais assustador que seja não saber o que o amanhã nos trará é fundamental vivermos mais conscientes do momento presente, não permitindo que a vida apenas passe por nós e nos deixe para trás sem nos tocar. 

E se a vida é feita de escolhas, foi, de forma consciente, que fiz até hoje cada uma das minhas. Em cada viagem, em cada caminho percorrido eu sempre soube que a vida me traria de volta ao centro de mim, sempre soube que me reencontraria depois do longo período de luto que vivi e que me ensinaria, com tempo e paciência, a limpar o antigo para criar espaço para o novo.

Em todas as minhas caminhadas ao longo desta vida raramente caminhei sozinha. Umas vezes porque fui companheira de mim mesma e outras tantas porque tive a sorte da vida me ter trazido alguém muito especial. Alguém que vibra no mesmo comprimento de onda que eu, que vive em paz consigo e me transmite essa tranquilidade, alguém que caminha comigo mas não por mim, que me inspira o suficiente para que eu queira participar do seu caminho sem perder a luz e o foco do meu próprio, alguém que mais do que falar sabe escutar até o que digo nos meus maiores silêncios... (obrigada por isso)



terça-feira, 31 de julho de 2018

* Coincidências

Gosto quando a vida me surpreende, gosto quando ela se alinha com as estrelas e traz à minha vida pessoas novas em momentos especiais. E tenho sempre imensa sorte pois em vários momentos  (e nos sítios mais inesperados), lá está o universo a conspirar a meu favor e a proporcionar-me oportunidades únicas tanto para reencontrar pessoas que não via há anos como para conhecer pessoalmente outras que só conhecia virtualmente. E é tão bom quando estas pessoas chegam a nós e trazem abraços e alegria genuína por nos conhecerem ou reencontrarem, assim, inesperadamente. E o que é melhor ainda (no meio do tanto de bom que tudo isto já tem) é verificar que, à medida que conversamos, essas pessoas são tudo o que de melhor nós imaginávamos sem as conhecermos pessoalmente, para além de experimentar, na grande maioria das vezes, aquela sensação de familiaridade e aquele sentimento que nos faz sentir como se sempre tivéssemos estado lá, na vida uns dos outros.


* ou talvez não 

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Stress Less ... Live More

Sair para sul quando o cansaço aperta, quando os dias por aqui estão frios e quando precisamos de um tempo juntos, só os quatro.










Começámos em Porto Covo e fomos descendo até à nossa favorita - Odeceixe. Pelo caminho fizemos ainda a escondida (e tão bonita) praia da Amália (a população local é quem conhece os melhores acessos), Almograve, Zambujeira e Alteirinhos. Descansámos muito, apanhámos muito sol, jantámos nos nossos locais favoritos e conversámos e rimos muito juntos. 

E embora estes dias estejam longe de serem as nossas tão desejadas férias de verão, foram a pausa necessária depois dos tempos atribulados e tristes que vivemos ultimamente. 

Às vezes, tudo o que precisamos, é fazer uma pausa, manter o foco naquilo em que acreditamos, estarmos juntos, abraçar muito e rir, rir para afastar tudo aquilo que nos preocupa. Às vezes, tudo o que precisamos é apostar mais na ligeireza das coisas simples, de caminharmos leves e descalços, de sentir a areia nos pés e praticar o desapego e o desprendimento, de aprender a deixar ir e fazer Let go, let go and allow life to unfold through you. 



sábado, 21 de julho de 2018

sexta-feira, 20 de julho de 2018

respirar fundo


A leveza com que vemos a vida e o amor com que nos olhamos traduz a paz que conquistámos ...


quarta-feira, 18 de julho de 2018