quinta-feira, 19 de julho de 2012

E às vezes o coração fica assim ... pequenino e apertado de uma hora para outra. Aflito. Aflito. Dizemos que sossegue. Que se tranquilize. Que não é nada. Que os dias são mesmo assim. Pequeninos na imensidão do tempo que é uma vida. Que a vida é branda, que nos espera. Que está atenta e lá à frente sorri...

Mas ele não sossega... e é uma luta diária! E lutar também é muitas vezes não fazer nada. Não dar um passo em direção a lado nenhum. É ficar parado, estanque, inamovível, à espera ... Lutar, às vezes, é também saber guardar um esmagador silêncio.

Lutar exige força, mas nem sempre a força bruta e dominadora. Lutar exige muitas vezes a força maior de lutarmos contra nós mesmos, os nossos medos e os nossos fantasmas, fechando os olhos e não dizendo uma palavra, para lhes mostrarmos claramente que não temos medo do escuro.

Lutar é não desistir daquilo em que se acredita, mesmo que para isso o essencial seja lutar para não fazer coisa nenhuma e continuar a acreditar que um dia o cenário muda.

Eu luto. E como ... luto!


(20:44)

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