sábado, 25 de agosto de 2012

Opiniões ...


Hoje uma amiga dizia-me que a sua primeira impressão, sobre os outros, nunca falha; que nunca, mas nunca, se engana (opiniões!). Na verdade quantas e quantas vezes não ouvimos já, a alguém, a expressão: “Eu nunca me enganei. Quando conheço uma pessoa topo-a logo às primeiras.” - acho que muitas vezes. Mas será que é mesmo assim? Será que podemos contentar-nos com esta primeira percepção e com a primeira imagem que fazemos das pessoas? Costumo dar, aos mais cépticos, um exemplo que ilustra bem esta perspectiva: se eu colocar, na horizontal, três sólidos diferentes, um cone, uma esfera e um cilindro com uma luz a incidir por cima deles terei no chão três sombras iguais; terei três círculos. Se me contentasse com este resultado seria levada a considerar (erradamente, claro) que os sólidos eram todos iguais; mas, na verdade, não são! Daí que se, por outro lado, não nos contentássemos com esta primeira percepção e colocássemos a luz segundo outro ângulo perceberíamos, muito facilmente, que os sólidos produzem sombras diferentes nomeadamente, um triângulo, um círculo e um rectângulo. O que pretendo mostrar, com esta analogia, é que quanto mais nos enchermos de subjectivismos e daquelas ideias “tortas” de que a nós nunca ninguém nos engana e que nós é que sabemos (do alto da nossa espectacularidade) avaliar as pessoas e quanto mais nos fixarmos, de modo obstinado, às nossas primeiras impressões menos nos abriremos à mudança – qualidade necessária para a evolução e crescimento do ser humano – e menos hipóteses teremos de conhecer, de facto, as pessoas que nos rodeiam.   

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