domingo, 19 de agosto de 2012

Poema a Évora ...

E cá estou eu em terras alentejanas. Desta vez a cidade escolhida, para uma escapadinha a dois, foi Évora. Adoro Évora. Adoro a Praça do Giraldo e as suas esplanadas, o restaurante "1/4 para as nove" e a "Tasquinha do Oliveira". Adoro ver (nunca me canso), o Templo de Diana, a Sé (e a vista da cidade do alto da Torre). Adoro Encharcadas e Sericaias (com ameixas de Elvas)...passear de mãos dadas e namorar. Adoro tudo, tudo. Mas o que eu mais gosto é do tempo, que aqui corre mais devagar, de ficar sentada a ler, de sentir o bafo quente destas tardes de agosto e fazer uma pausa. Uma pausa na correria da minha vida, estar aqui sem pressas, sem stress e sem estar sempre a olhar para o relógio. Gosto desta preguiça, de ir ficando por aqui, entregue a mim mesma e aos meus pensamentos e poder escrever, beber um copo de sangria (ou dois eheheh) e sentir a brisa do fim do dia a chegar devagarinho <3.







Évora! Ruas ermas sob os céus
Cor de violetas roxas ... Ruas frades
Pedindo em triste penitência a Deus
Que nos perdoe as míseras vaidades!

Tenho corrido em vão tantas cidades!
E só aqui recordo os beijos teus,
E só aqui eu sinto que são meus
Os sonhos que sonhei noutras idades!

Évora! ... O teu olhar ... o teu perfil ...
Tua boca sinuosa, um mês de Abril,
Que o coração no peito me almoroça!

... Em cada viela o vulto dum fantasma ...
E a minh'alma soturna escuta e pasma ...
E sente-se passar menina e moça ... 


(Florbela Espanca)

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