segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Precisamos pouco para sermos felizes II

Este post vem no seguimento de um primeiro feito há duas semanas. 
Depois da nossa lista feita, depois de sabermos o que queremos (para ser mais fácil sabermos também o que NÃO queremos), a felicidade torna-se mais fácil de alcançar. Isto porque ao sabermos o que queremos, de facto, para a nossa vida, tudo no nosso dia-a-dia se orienta nesse sentido, nós mesmos somos como que impelidos a caminhar nesse sentido. Às vezes, porque não pensamos exactamente naquilo que queremos, criamos situações que geram a nossa infelicidade que nos prejudicam. Somos uma espécie de vítimas de nós mesmos. Daí a importância da nossa lista de "desejos" e de objectivos. Funciona como um roteiro, que nos orienta no nosso caminho, nos ajudará a chegar à meta. 

"Visualize aquilo que quer - veja-o, sinta-o, acredite
Faça o seu projecto mental e comece a pô-lo em prática." 
Robert Collier

Hoje era importante que nos debruçássemos sobre a vida, ela própria, sobre os seus princípios universais, sobre o propósito superior das nossas vidas. 

Pensar em Deus (para os que são crentes), em alguma força superior (que nos orienta) ou, tão simplesmente, pensar em toda a energia que flui à nossa volta, que jorra de nós e dos outros, como água viva. O importante é olhar à nossa volta e compreender. Compreender o que fazemos aqui, ficarmos parados, atentos sem pensar em nada que não sejam os nossos sonhos (os tais da lista), como que a absorver tudo o que nos rodeia, deixar o tempo correr por nós e através de nós e entender, verdadeiramente, esta vida que vivemos todos os dias.



10 dicas para encontrar o seu propósito de vida

1) Torne-se consciente da sua situação actual – considere com toda a honestidade, se o que está a fazer actualmente o realiza completamente. Se a resposta é negativa, é um sinal de que não pode deixar a sua vida passar-lhe ao lado, sem lutar por algo que realmente o motive.

2) Faça uma lista das actividades em que é realmente bom – por vezes nem nos apercebemos das coisas que realmente fazemos bem, por isso medite um pouco acerca dos seus talentos: pode ser bom a falar em público, a escrever, a tomar conta de crianças ou de idosos, a organizar, a explicar coisas aos outros, a tocar um instrumento musical, a cantar, a pintar, a tirar fotografias, a vender produtos, a construir ou reparar, a fazer jardinagem, a receber hóspedes, a cozinhar, a fazer limpezas...

3) Defina as actividades que trazem significado à sua vida – estas são as actividades que considera que o fazem sentir-se útil perante os outros, o mundo ou até a si mesmo. Qualquer uma das actividades que referi anteriormente podem ser sentidas dessa forma. Por exemplo, pode ser muito bom a tirar fotografias e sentir que essa actividade não traz qualquer significado à sua vida. Mas pode sentir que ao realizar trabalho voluntário está a ser útil aos outros, o que acaba por fazê-lo sentir-se bem. 

4) Defina as actividades que lhe dão prazer – são aquelas actividades que o excitam só de pensar nelas, aquilo que se costuma dizer que até pagava para fazer. 

5) Enumere os assuntos pelos quais tem um nítido interesse – basta pensar no género de livros que gosta de ler, nas revistas que devora assim que chegam às bancas, nos filmes ou séries televisivas que não perde, os blogs ou sites da Internet que costuma seguir, etc. 

6) Das várias listas que redigiu, analise as actividades que se sobrepõem e escolha a que lhe suscita mais interesse – se por exemplo sentir que é bom a pintar, esta actividade dá significado à sua vida e tem muito prazer em realizá-la, pode ser esta a vocação. Não necessita de deixar a sua actual carreira para cumprir o seu sonho. E, em simultâneo, não necessita de abdicar do seu sonho, porque já tem uma carreira completamente diferente. 

7) Obtenha o máximo de informação acerca da actividade escolhida – o próximo passo é estudar sobre o assunto. Procure livros, sites na Internet, frequente cursos, veja programas televisivos sobre o assunto, tire apontamentos, etc. Lembre-se que se quiser ser bem sucedido nesta actividade, a sua formação é muito importante. 

8) Delineie um plano para alcançar o seu sonho – depois de definir o seu objectivo principal (que é alcançar o seu propósito de vida), divida-o em pequenas tarefas que possa realizar todos os dias (pode utilizar o método “To do List”). O sucesso alcançado em cada tarefa concretizada, poderá ser bastante motivador. 

9) Dedique tempo à sua paixão - reorganize a sua vida de modo a que tenha sempre um pouco de tempo por dia para dedicar à sua paixão – nem que tenha de se levantar um pouco mais cedo, de dedicar parte da sua hora de almoço, ou de despender meia hora ao fim do dia. Mas nunca deixe de lutar pelo seu objectivo, um pouquinho, a cada dia que passa. 

10) Seja persistente – se quiser viver exclusivamente da sua vocação (nem todos quererão fazê-lo, depende do gosto de cada um), terá de ser persistente. Não pode ser ingénuo ao ponto de acreditar que tudo acontecerá sem o mínimo de esforço da sua parte. Pode ter um golpe de sorte, mas provavelmente, o seu sonho levará algum tempo a concretizar (meses ou até anos). E não desista perante a primeira adversidade. Que seria dos Beatles se tivessem desistido do seu sonho, perante os comentários negativos que receberam de alguns produtores discográficos?

O importante é colocar as mãos à obra, não deixar passar o tempo e não arranjarmos desculpas. Bale?



Boa semana e bons inícios. 


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