sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Dear M. (my sister)


Nunca falei de ti aqui. Mas hoje, depois de termos falado as duas, fiquei a pensar em tudo o que tinhas dito. Fiquei a pensar nas tantas coisas que já passámos juntas, nas outras tantas coisas que já partilhámos as duas e em tudo o que já vivemos. 22 anos de uma amizade que teve altos e baixos (como todas as amizades têm) mas que nunca (apesar de anos de afastamento) se perdeu totalmente. Porque nunca se perde o que de verdadeiramente se ama, pois não? nem nunca se perde o que é mesmo, mesmo nosso, não é?
Tenho saudades M., tantas. Saudades da tua voz, de te ouvir contar as tuas histórias, dos teus abraços e dos teus sorrisos. Dizes que agora já não ris muito. E eu tenho pena M. Porque eras tu que me fazias rir e iluminavas os meus dias.

Quero que saibas que estou aqui onde, na verdade, sempre estive. Quero que saibas que a minha casa será sempre a tua casa e que, no meu coração, NUNCA (em hipótese alguma) alguém ocupou ou ocupará um lugar que é teu por direito próprio!  (A nossa amizade é única... e encontrar-te, ao fim destes anos, foi como regressar a casa; foi como regressar ao sítio onde nunca deixámos de pertencer totalmente.)

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