segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Segundas-feiras

     

As segundas feiras são tãaaaaao difíceis para mim. Se bem que acho que o são para toda a gente, a avaliar pela quantidade de posts, que vejo no facebook, em que se manifesta o ódiozinho de estimação por este dia da semana. E eu não sou exceção. Também não gosto de segundas-feiras. Depois de um sábado em que trabalhei das 9h às 21h (e por isso foi um dia em que não aproveitei quase nada da companhia das minhas pessoas queridas), um domingo em modo corre-corre, faz-que-faz e planeia a semana toda (para não a começarmos já com a sensação de corrida contra o tempo), sinto que a segunda-feira é uma violência! Deixei os meus filhos na escola logo de manhã (com a sensação angustiante de que estivemos tão pouco tempo juntos), chego ao sítio dos costume e bebo um café a correr, passo os olhos pelas notícias do dia (hoje até foi mais "passar" os ouvidos) e sinto-me angustiada de novo, entro na minha sala, vejo a papelada que ficou sábado por arrumar (porque era tarde, porque estava cansada e porque -penso sempre eu inutilmente- segunda feira não custa nada fazer isto), olho para a minha mesa e vejo tantas fichas para dar, tantas para fazer, tantos exercícios para corrigir e outros tantos para seleccionar, fotocopiar e entregar que o que me apetece fazer é fechar a porta devagarinho e voltar a sair. Gosto do que faço. Gosto do meu trabalho e gosto (muito) do meu colega de trabalho. Gosto de ensinar. Gosto de todas as minhas crianças. Gosto do cantinho onde trabalho. Gosto. Gosto de tudo. Eu só não gosto (nada de nada) é de começar a semana. Não gosto de segundas-feiras, pronto. Não gosto. E ninguém há-de mudar isso. 




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