segunda-feira, 12 de agosto de 2013


Se fosse uma estação do ano seria, sem dúvida, verão. Daqueles quentes, temperaturas de 40ºC ou então seria o inverno, rigoroso, frio, cheio de neve. Nunca seria a estação da primavera (embora ache alguma graça ao outono). Sou pessoa de extremos. Daquelas que se ama ou odeia. Daquelas de quem se gosta muito ou nada, e eu agradeço sempre que assim seja. Prefiro que não gostem de mim a dizerem: "ah sim, conheço... até gosto. " ou, "sim, é porreira. Não desgosto...". Muito obrigada, mas se é para gostar "mais ou menos" prefiro que não gostem, prefiro até que me detestem. Prefiro sentimentos fortes, reais, sinceros do que a mediocridade do "mais ou menos", do "poucochinho", do "não aquece nem arrefece"! Eu sou uma pessoa intensa, de grandes paixões, de sentimentos arrebatadores. Ou amo ou não amo. Não sei gostar simplesmente. Ou sou AMIGA, mesmo Amiga, grande, protectora, dedicada ou não sou... conhecidos já há muitos, amizadezinhas também! Hoje as pessoas precisam comprometer-se umas com as outras, marcarem posições, serem capazes de se defender, de se ajudar, no matter what! Não preciso de pessoas na minha vida como uma suposta "amiga" que eu tinha que era muito minha amiga, que gostava muito de mim mas que, num determinado dia, quando ouviu um comentário a meu respeito (vindo de uma pessoa que nem me conhecia pessoalmente) se "fechou em copas" e fez de conta que não sabia de quem estavam a falar e ainda me disse isso na cara, defendendo-se: "preferi não entrar em conflitos... preferi não me meter!" ... pois claro, afinal também não era nada com ela. Era apenas comigo, a sua grande amiga!! Porque é que ela se havia de estar a prejudicar ao emitir um comentário para me defender???, porque haveria de comprar uma briga que não era dela? certo? ERRADO!!! Se se dizia minha amiga o que era comigo era com ela. Eu sou assim. Defendo até à última aquilo em que acredito. Aqueles de quem gosto. É fácil viver assim? não, não é tão fácil como viver uma vida de neutralidade! Não é tão fácil como viver "com um pé no cais e outro no barco", não é tão fácil como brincar ao faz de conta: faz de conta que somos todos amigos (desde que não me seja exigido muito), faz de conta que nos damos todos bem (desde que não tenha que ser posto à prova), faz de conta que nos importamos muito uns com os outros (desde que eu não tenha que me prejudicar ou desde que não exija de mim grandes sacrifícios)...  já dizia a minha avó "viver não custa... custa é saber viver!". E, nesse caso, eu VIVO, não sobrevivo! Eu EXISTO! Eu SOU! Não sou pessoa de meias palavras, não sou pessoa de "se calhar", de "talvez", de "mais ou menos"... Não sou pessoa de coleccionar muitos conhecidos (para me fingir de popular), não gosto de conhecer muitas pessoas (as que conheço, às vezes, já me chegam), não sou pessoa de muitas amizades até porque, honestamente, já não acredito assim tanto na amizade. E não, eu não espero demasiado das pessoas... as pessoas é que dão de menos. Se esforçam de menos, sentem de menos, contentam-se com pouco. Vivem segundo padrões de interesse e ideais que a mim pouco ou nada me dizem. Não sou pessoa de falar por falar, de dizer para ficar bem ou parecer bonito; digo o que sinto; digo a verdade. Não magoo os outros, mas não me vendo nem cedo a minha consciência para aliviar a dos outros. 

Por isso, se eu fosse uma estação do ano seria verão, forte, intenso, quente... ou então seria um inverno, frio, duro, rigoroso. 









4 comentários:

  1. Não sou, mas podia ser eu a dizer tudo assim, à cerca de mim. Foi uma sensação muito esquesita esta...mesmo a parte da "amiga" aconteceu e xa ta men te assim comigo...Incrível!

    Não te arrependas nunca de seres quem és!

    jinhosssssss

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  2. Forte, intenso, arrebatador mas tão sincero e verdadeiro. Adorei.

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