sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Photo: Sou grata, muito grata, pela vida que tenho. E embora isto possa soar a frase feita ou a discurso de fé, na verdade não é... Sou apenas e somente grata pela vida que tenho porque, na verdade, há vidas terríveis, problemas gigantes e, pior, há doenças sem cura e problemas sem solução. Mas os meus dramas, os meus pequeninos dramas, as questões que me tiram o sono, que me angustiam, são apenas isso mesmo: pequeninas questões; pequeninos dramas. E as coisas pequeninas, aquelas que não nos tiram a vida nem merecem tirar-nos o sono, têm sempre solução. Mesmo que a solução não seja exactamente aquela que desejávamos. A minha avó, que foi sempre como uma  segunda mãe para mim, dizia-me sempre que surgia um problema: "tem solução? sim? então resolve. não? então esquece". E eu esforço-me, todos os dias, para pensar assim. Por isso agradeço todos os dias. Agradeço porque estamos bem, porque os meus amigos também vão estando bem, porque nas coisas essenciais, naquelas que realmente importam nós estamos bem. E é isso que tento passar aos meus filhos, que os dramas pequeninos, aqueles que às vezes querem tomar conta de nós e dos nossos dias, aqueles que nos querem fazer andar tristes e cabisbaixos, não merecem nada de nós. Por isso, guardemos as lágrimas para aliviar as dores verdadeiras, essas que precisam de muitas lágrimas para passar, essas que não têm solução nem remédio e que nos falam, em dias como o de hoje, daqueles que partiram e me fazem tanta, mas tanta falta... porque no fundo, estar de "bem com a vida" é apenas isso: agradecer e relativizar (como tu sempre me ensinaste Pai!) 

19 anos. e uma saudade sem fim.



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