sábado, 12 de outubro de 2013



ACREDITAR! SEMPRE!

"Enquanto avançava em direção ao quadro da sala de aula, Simão murmurava para consigo próprio, a cada passo que dava: «Eu não sou capaz. Eu não sou capaz…» A professora, querendo contrariar este prognóstico emitido pelo próprio aluno, teve uma reação espontânea, começando a incentivá-lo: «Tu és capaz! Tu és capaz!» Este incentivo funcionou como uma onda de contágio que se estendeu aos colegas do Simão, fazendo-os acompanhar a professora: «Tu és capaz! Tu és capaz! Tu és capaz!»

Simão interrompeu a caminhada para o quadro e olhou para a professora e os colegas, interrogando-se: «Eu sou capaz? Acham mesmo que eu sou capaz?» Um coro de vinte e cinco vozes respondeu-lhe em uníssono: «Sim, tu és capaz, tu és capaz! Bem…», ponderou Simão, antes de agarrar no giz para tentar fazer a conta passada no quadro. Principiou a medo mas, incentivado pelo coro de vozes, deu o seu melhor… e conseguiu fazer a conta!

«Está certa!»− foi o veredito da professora e dos colegas. Simão abriu um grande sorriso, ainda meio inseguro e quis certificar-se: «Eu fui capaz?» Logo o coro lhe respondeu: «Tu foste capaz!» A partir dessa altura, era ver o Simão a pedir para ir ao quadro todos os dias. Enquanto avançava, repetia, por sua iniciativa «Eu sou capaz! Eu sou capaz!», incitado pelos colegas que reforçavam «Tu és capaz! Tu és capaz!»

Habitualmente com falta de confiança em si próprio, este aluno tinha encontrado coragem para se expor perante o grupo e, à medida que conseguia ter sucesso no que fazia, ficava mais confiante nas suas capacidades e ganhava uma nova motivação para aprender. Essa mudança de atitude em relação a si próprio foi determinante para progredir nas aprendizagens, ao mesmo tempo que a melhoria nas aprendizagens contribuiu para aumentar a sua autoconfiança.

No caminho que percorreu entre o seu lugar e o quadro da sala de aula, o que mudou no Simão? Não foi certamente o seu conhecimento da matemática, pois se ele não soubesse fazer a conta, não teria conseguido fazê-la. O que faltava a este aluno era a confiança nas suas capacidades, o que o tinha levado a colocar a si próprio o rótulo de «Não sou capaz». Quando o rótulo foi retirado, Simão conseguiu uma nova atitude perante a aprendizagem, marcada pela vontade de fazer e de tentar, mesmo que para tal tivesse de se expor e até pudesse eventualmente errar, pois o erro também faz parte do processo de aprendizagem. "

E como eu costumo dizer: "só não erra quem não faz!"





2 comentários:


  1. E o que é mais importante que acreditar para jovens, que temos à frente?

    Um beijo

    Laura

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  2. Uma lição. Devemos ser capazes, e de acreditar em nós....
    (Mas juro que quando ia quadro fazer uma conta espalhava-me na maior parte das vezes).

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