domingo, 12 de janeiro de 2014

chamar os sentimentos pelo nome


Às vezes é tudo o que precisamos: aprender a chamar os sentimentos pelo nome. Somos seres que sentimos e que precisamos exprimir o que sentimos. Há, aliás, no ser humano essa necessidade de explicar o que sente, como sente e porque o sente... há, ainda no ser humano, uma necessidade inexplicável de quantificar sentimentos e lhes medir a importância. Mas, apesar disso, o ser humano tem uma certa dificuldade em atribuir os nomes certos às coisas que sente e de chamar os seus sentimentos pelo nome próprio. Por exemplo, se numa situação eu tiver sido generosa é fácil colocar a etiqueta e dizer: boa! estiveste muito bem e foste generosa. O altruísmo é um sentimento espectacular. Mas se noutra situação eu sentir medo ou sentir vergonha o que eu vou dizer é que o que senti foi uma "estupidez" porque não é normal uma pessoa adulta e bem resolvida sentir medo ou vergonha de enfrentar uma determinada situação. E é ai que começamos a "chutar para canto" e a adulterar o que sentimos. Recusamo-nos a enfrentar a realidade e a aceitar aquilo que sentimos porque preferimos entrar em negação. É mais fácil e custa menos. Quantas vezes nos enganamos num determinado assunto ou acerca de uma determinada situação e pelas mais diversas razões e, ao invés de assumirmos o nosso erro, a nossa falha ou o nosso desconhecimento sobre o assunto preferimos dizer: "foi uma estupidez!". E é aqui que começa a confusão porque, de repente, temos os sentimentos todos trocados, ou seja, sentimentos como a vergonha, o medo, a tristeza, ciúme, etc são todos etiquetados como "estupidez". Mas se eu tive medo porque não assumi-lo? se senti vergonha ou se estou triste, se me enganei ou falhei ou se tive ciúmes porque não dizer: "enganei-me! falhei! tive ciúmes!" ? - serei sempre a mesma pessoa quer sinta coragem ou vergonha ou medo. A mesma. Quando negamos o que sentimos vivemos um profundo conflito interno e quanto maior esse conflito mais nos embrulhamos e perdemos no caminho. E este simples acto de assumir o que sentimos, esta aceitação da realidade, este acto de dar o nome certo aos nossos sentimentos é um acto de verdade e é o princípio básico e fundamental para aprendermos a gerir os nossos sentimentos e as nossas emoções. E só quando assumimos o que sentimos, só quando chamamos as nossas emoções pelo seu nome próprio é que poderemos aprender a conhecê-las, a viver com elas e a relativizá-las. Precisamos assumir, conhecer e relacionar o que sentimos para entender porque o sentimos. É um momento de busca e de procura interior pela verdade. Pela nossa verdade. E quanto mais verdadeiros formos connosco e com o que sentimos, mais fácil é fazer o caminho. 

 I have nothing more to give, its completely gone. I can never show those feelings again, they've been torn outta me like my heart. I thought I found something great, I thought I found something that was gonna last forever, lesson learned.




5 comentários:

  1. Muitas vezes é extremamente difícil saber distinguir esses sentimentos e assumi-los. Está em cada um ter a força para, devagarinho, ir aprendendo a reconhecê-los.

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  2. para mim é complicado dizer quais são os meus sentimentos, expressá-los oralmente é quase impossível.. é mais facil para mim escreve-los

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  3. Esta não é tarefa fácil principalmente por não existir o habito de o fazer e no fundo recearmos a reação dos outros. De qualquer maneira concordo que seriamos muitos mais felizes ao chamar o sentimentos pelos nomes. Depois de diagnosticar determinados problemas nada como usarmos a terapia adequada para os resolvermos (dificil quando se trata de sentimentos)
    Bjos

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  4. Tens toda a razão, mas há sempre vergonha de assumir certo tipo de sentimentos para nós próprios, e principalmente para com os outros.

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  5. Acho que a maioria das pessoas nega o que realmente sente.

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