sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Das escolhas que fazemos


Quando decidi mudar de vida há alguns anos atrás, quando optei por um horário diferente do habitual "9h às 18h", quando me decidi a arriscar trabalhar por conta própria, desvincular-me da maioria e tentar fazer o meu próprio caminho, não foi fácil. Muitas vezes receei e pensei desistir, mas a vida acaba por nos empurrar para a frente - ou porque sabe o que é melhor para nós ou porque nos quer dar a hipótese de crescer, aprender e surpreender com cada escolha que fazemos. 

E esta escolha, que me tem permitido ser uma mãe mais presente e dedicar mais tempo de qualidade à minha família, que me tem permitido ter manhãs livres  para poder fazer as coisas que gosto, que me permite envolver em projectos que de outro modo não poderia também me obriga, muitas vezes, a chegar a casa mais tarde, a trabalhar mais do que trabalharia num horário normal, a fazer cedências, a definir prioridades, a esticar os dias e a fazê-los render.

E se é verdade que por ter feito esta escolha ganhei mais tempo livre durante as manhãs para mim e a minha família, também não é menos verdade que esse tempo livre não tem, e não terá, financeiramente, qualquer tipo de retorno no final de cada mês. 

Mas é este o preço que pago pela liberdade dos meus horários, pela flexibilidade dos meus dias, pela gestão da minha agenda, pela minha escolha e pelo meu sonho de poder trabalhar a fazer o que gosto e ganhar tempo de qualidade para estar com a minha família.  

Uma escolha que valeu e continua a valer a pena porque há coisas, que embora simples e pequeninas, dinheiro nenhum do mundo poderá comprar. 







2 comentários:

  1. Como gostei de ler o que escreveu:) Na vida nem sempre é fácil tomarmos opções que para nós parecem ser as mais acertivas... mas quando o conseguimos, é uma mais valia! Parabens pela excelente escolha de vida que fez! Também há uns anos atrás fiz uma escolha algo parecida... E que bem que o fiz! Bom fim de semana!

    ResponderEliminar
  2. Tens toda a razão, não podia concordar mais.

    ResponderEliminar