sábado, 11 de outubro de 2014



20 anos depois a mesma dor, o mesmo amor e uma saudade sem fim ... 20 anos depois e passo em revista quem sou, como mudei à força das circunstâncias, como me moldou a vida ... Onde ficou a menina que eu era quando a vida te tirou de mim, que sonhos adiei e que outros, tantos, (re)defini, adaptei e perdi ... 20 anos depois - um amor infinito pelo melhor pai que eu podia ter tido - um pai que nunca me conheceu mãe, que não me viu finalista de um curso que ambos amávamos, um pai que não me levou ao altar, que não abraçou os netos ... Às vezes acredito que me acompanhas todos os dias, que nos vês, que nos abraças e que me sorris ... Dizias que eu ia ser sempre capaz de tudo porque era forte e valente ... Que nunca tinha medo... Não sei pai. Há dias em que realmente não sei ... Dias em que não me sinto assim tão forte, tão capaz ... Dias em que tenho mesmo medo... São dias... Momentos em que apesar de mulher -como nunca me conheceste- regresso à menina que fui e choro como quando me esfolava toda a andar de patins e tu corrias para me apanhar ... 

20 anos depois e o mesmo amor: infinito e eterno ... A mesma dor: funda e sem remédio ... E uma saudade que aumenta e não sossega desse colo que não volta ... Desse abraço que levaste contigo e era meu 




Photo: 20 anos depois a mesma dor, o mesmo amor e uma saudade sem fim ... 20 anos depois e passo em revista quem sou, como mudei à força das circunstâncias, como me moldou a vida ... Onde ficou a menina que eu era quando a vida te tirou de mim, que sonhos adiei e que outros, tantos, (re)defini, adaptei e perdi ... 20 anos depois - um amor infinito pelo melhor pai que eu podia ter tido - um pai que nunca me conheceu mãe, que não me viu finalista de um curso que ambos amávamos, um pai que não me levou ao altar, que não abraçou os netos ... Às vezes acredito que me acompanhas todos os dias, que nos vês, que nos abraças e que me sorris ... Dizias que eu ia ser sempre capaz de tudo porque era forte e valente ... Que nunca tinha medo... Não sei pai. Há dias em que realmente não sei ... Dias em que não me sinto assim tão forte, tão capaz ... Dias em que tenho mesmo medo... São dias... Momentos em que apesar de mulher -como nunca me conheceste- regresso à menina que fui e choro como quando me esfolava toda a andar de patins e tu corrias para me apanhar ... 
20 anos depois e o mesmo amor: infinito e eterno ... A mesma dor: funda e sem remédio ... E uma saudade que aumenta e não sossega desse colo que não volta ... Desse abraço que levaste contigo e era meu 
<3


5 comentários:

  1. Quando o amor é grande fica efectivamente a dor, a saudade.
    Beijinho

    ResponderEliminar
  2. Como eu sei do que fala! Um abraço, Manuela

    ResponderEliminar
  3. E já me fizeste chorar! A dor alheia tem este efeito em mim. A dor da perda de um amor sem fim que me entristece tanto ver nos outros!

    Beijinhos

    ResponderEliminar
  4. Felizmente não sei o que isso é, mas força*

    ResponderEliminar