sexta-feira, 28 de novembro de 2014

esperar ... como todas as estações


* Dos desejos de uma sexta-feira (que se quer simples)

Charles Péguy afirmou uma vez que a fé que mais lhe agradava era a esperança... hoje, não sei porquê, veio-me ao pensamento essa mesma frase e em como, de facto, há tanta verdade nela contida. 

Há sempre esperança na fé que temos (nos outros, em nós e na vida) e há sempre fé na esperança que acalentamos e que aprendemos a alimentar todos osdias ... "esperar" é, talvez, o verbo mais difícil de conjugar para mim e aquele que mais me exige treino e persistência. Não está na minha natureza a calma, a leveza de quem sabe aguardar, a ternura paciente dos que sabem esperar ... toda eu sou inquietude e urgência, vontade de chegar mesmo antes de ter partido... 
A vida é um exercício de esperança, uma gestação paciente, disso não tenho qualquer tipo de dúvida, e talvez por isso eu me sinta ultimamente a passar por uma espécie de aprendizagem e uma consciente peregrinação interior, como se partisse em busca de mim mesma, como se quisesse acrescentar tempo à minha travessia, conferindo-lhe um novo sentido, procurando uma nova luz, ambicionando uma revelação e um reencontro, um princípio e um fim; 

A vida é um exercício de esperança ... um encontro com esse dom de saber esperar, um enamoramento com a fé, com o inacabado e com o incompleto...

* que a vida vos seja especialmente bonita hoje




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