quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

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"Não me posso resumir porque não se pode somar uma cadeira e duas maçãs. Eu sou uma cadeira e duas maçãs. E não me somo." (C. Lispector)

Da pessoa que verdadeiramente somos, àquela que os outros imaginam ou àquela que os outros queriam que a gente fosse vão vários sentimentos de distância e uma vida de afastamento ... por isso não me debatam, não me tentem definir, não coloquem na minha boca coisas que não direi nunca, não descontextualizem as minhas acções, gestos ou palavras e muito menos considerem que sem me conhecer me conhecem ... porque eu sou como o vento, livre e sem rumo, não sou daqui nem dali, não tenho origem nem destino... e por nunca ter cedido ao que os outros queriam e esperavam de mim, por me ter mantido eu própria sem vacilar, é que me posso afirmar livre: livre de pensar, de dizer e de ser... não me agarro a convenções, não me prendo a nada que vá além daquilo em que acredito, e porque sou livre de ser o que quiser quando quiser não tenho nada a perder ... porque na verdade ninguém pode perder aquilo que não deve!!




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