quarta-feira, 25 de março de 2015

E quando lemos um texto destes identificamo-nos tanto mas tanto, sentimos que é tão isto que pensamos e sentimos que lamentamos a ausência de talento para escrever algo semelhante... deixo-vos a partilha 
grin emoticon
"Irritam-me os falsos amigos. Aqueles que sorriem connosco quando tudo está bem e que, num passo de magia, teimam em desaparecer quando as coisas dão para o torto. Irritam-me os complôs e os mexericos que se vão multiplicando de boca em boca. Irritam-me as pessoas que inventam histórias da carochinha sobre tudo e sobre todos. Há quem nos julgue à distância e nos transforme num herói, ou num vilão. É engraçado como temos a tendência suicida de julgar tudo na vida. Não deixamos acontecer porque tem de acontecer. Não deixamos ser porque tem de ser. Julgamo-nos a nós e aos outros, como se tudo na vida necessitasse de um julgamento. Julgamos e somos julgados. Mas, no final das contas, nunca somos tão maus como nos pintam, nem tão bons como imaginamos. Ou vice-versa. Há cinismos que nos corroem devagarinho como um ácido. Há os vampiros das amizades e toda uma cambada de seres fantásticos que vivem das desgraças alheias. Uma escória de camaleões que jogam com todas as cores. Não sei qual o motor que os move, nem por que razão são como são, mas acredito na infalibilidade da terceira lei de Newton: uma acção está sempre sujeita a uma reacção oposta de igual intensidade." PedRodrigues


2 comentários:

  1. Há pessoas que não vale a pena termos nas nossas vidas! Gostei do texto!

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  2. Opah, muito bem escrito mesmo, não podia concordar mais.

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