sexta-feira, 15 de maio de 2015

Figueira - Proença-a-Nova - Aldeias de Xisto (e uns dias maravilhosos de descanso)

"A Rede das Aldeias do Xisto integra 27 aldeias de 16 concelhos que se situam no centro de Portugal, no território que se situa entre Castelo Branco e Coimbra. É um território essencialmente constituído por montanhas de xisto, circundado e atravessado por uma boa rede rodoviária.
Mas dizer só isto é muito pouco. As montanhas oferecem pedras que fazem parte da identidade do território. Com as pedras se fez a sua história, mas com elas se fez um projeto de futuro. Aldeias que estavam em ruína, a desaparecer, originaram um destino turístico premiado. É algo único e notável, por ter surgido num dos territórios mais desfavorecidos do interior do país."


Devido aos dias 12 e 13 de Maio serem de grande confusão por aqui e como (devido a problemas de saúde) precisava de uns dias de sossego resolvemos, muito em cima da hora, ir conhecer um dos grupos das Aldeias de Xisto. Optámos pelo grupo Tejo-Ocreza que é constituído por 4 aldeias: Água Formosa, Figueira, Martim Branco e Sarzedas. Claro que em 2 dias não conseguíamos visitar todas e então optámos por nos alojar na Aldeia de Figueira e escolhemos muito bem.


Com casario de xisto, ruelas e becos, Figueira é uma aldeia viva ainda com ritmos verdadeiramente rurais. Figueira é uma aldeia em xisto, praticamente plana e de fácil circulação. No redor da aldeia, existe um caminho que nos leva até a uma antiga ponte filipina e a um lagar de azeite.
Esta aldeia pertence mesmo àquele imaginário idílico de como deve ser a vida numa aldeia: dizem-nos bom-dia as galinhas nos seus poleiros e as cabras de olhos meigos mas desconfiados; a carroça ainda tem o feno e a horta está mesmo à mão de semear; o forno comunitário ainda tem o quente aroma do pão acabado de cozer.
Ao passearmos por entre as ruas do núcleo antigo de Figueira, com as suas ruas estreitas e as suas casas genuinamente rurais e comunitárias sentimo-nos verdadeiramente acolhidos pelas pessoas que ali vivem, somos sempre saudados com alegria pela manhã, quando cedinho nos cruzamos (eu para aproveitar ao máximo cada pedaço de luz - que nas minhas Beiras é tão diferente - e elas porque estão habituadas a acordar cedo... é a sua rotina);
Estas pessoas são especiais. Dão-nos afetos. Acolhem-nos com simpatia. Dão-nos o melhor que têm, dão-nos o melhor delas mesmas ... Se ficar na aldeia de Figueira é imperativo que jante ou tome o pequeno-almoço na Casa Ti'Augusta, que conheça a querida Joana Pereira que tão bem nos sabe receber e que nos faz sentir, logo à chegada, parte da família e da casa, desdobrando-se em 1000 cuidados para que nos sintamos felizes e confortáveis, explicando tudo e colocando-se sempre à disposição para nos ajudar. Disponível e atenta aos mais pequenos pormenores, Joana Pereira, conquista pela sua vivacidade e alegria, pela paixão com que se dedica ao que faz, pelo entusiasmo com que luta pela aldeia onde vive e pelo modo como defende esta fantástica região, fazendo de tudo para dar, à "sua" aldeia o reconhecimento e a notoriedade que ela merece... Foi assim que Joana Pereira nos recebeu: com o seu bom gosto, com o seu notável conhecimento pela história das nossas gentes,  e com os sabores típicos da região, que fazem do Restaurante Ti'Augusta um local maravilhoso e de gastronomia ímpar. 


















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