terça-feira, 30 de junho de 2015


"Observado de outro planeta, o comportamento humano pareceria muito surpreendente.
O Homem é uma das raras espécies animais que matam o seu semelhante de forma deliberada. Mais ainda, nuns casos condena o crime individual, noutras condecora os responsáveis por homicídios coletivos ou os inventores de atrozes máquinas de guerra. Este louco absurdo persegue-o ao longo da História, desde a invenção do machado de pedra lascada até à construção de bombas termonucleares, e resistiu a todas as religiões e a todas as filosofias, mesmo às mais generosas. Mas o Homem também pintou a Capela Sistina, compôs a Sagração da Primavera, descobriu o átomo. Que quimera é este Homem? Que novidade, que monstro, que caos, que ser contraditório, que prodígio! Quem será este Homo, que a si próprio atribui, sem vergonha, o epíteto de Sapiens?" , in J.-P. Changeaux, O Homem Neuronal, 1985






(imagem Salvador Dalí, Criança Geopolítica observando o Nascimento do Homem Novo; 1943 )



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