segunda-feira, 29 de junho de 2015

sítios que vale a pena conhecer

Aproveitando o Acampamento de Verão dos Escuteiros dos meus filhos e de modo a esquecer por momentos os problemas de saúde que me preocupam decidimos tirar 2 dias para conhecer a Vila da Sertã (e arredores). 

O concelho da Sertã guarda tesouros e segredos em cada esquina e para os amantes do Geocaching (como eu) não podia ter escolhido melhor local para passar estes dias. Foram só dois dias é certo, mas foram únicos e especiais. Poder acordar de manhã e repousar o olhar no extenso manto verde que veste esta região, fechar os olhos e não ouvir mais nada além do som da água da ribeira que corre junto à vila e dos passarinhos que pela manhã se juntam a nós passeando pelo jardim que atravessa a Alameda da Carvalha trouxeram a estes dias um sabor especial.

Berço de homens notáveis como Nuno Álvares Pereira, este concelho alberga também um património material de elevado valor histórico. São vários os pontos de interesse turístico que pode visitar no concelho da Sertã. O seu roteiro deverá incluir obrigatoriamente uma visita à Igreja Matriz de São Pedro, Seminário das Missões, Capela da Misericórdia da Sertã, Ponte dos Três Concelhos, Ponte Filipina da Sertã, Igreja Matriz de Cernache do Bonjardim, estações arqueológicas da Fechadura e da Lajeira e Capela de Nossa Senhora dos Remédios.



Sertã (antigamente Sertago) é uma vila portuguesa pertencente ao distrito de Castelo Branco, região Centro, sub-região do Pinhal Interior Sul. A vila tem cerca de 5.500 habitantes e é sede de município com 453,13 km² de área e 16 720 habitantes, subdividido em 14 freguesias.

O Município da Sertã é limitado a norte pelo Município de Pampilhosa da Serra, a nordeste por Oleiros, a sueste por Proença-a-Nova, a sul por Mação e Vila de Rei, a oeste por Ferreira do Zêzere e a noroeste por Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande.

A vila da Sertã localiza-se num vale xistoso, numa área florestal com predominância de pinheiro bravo e, mais recentemente, de eucalipto. A oliveira é outra das espécies frequentes na flora local.

A localidade é banhada por duas ribeiras, a Ribeira da Sertã, também conhecida localmente como ribeira Grande, e a ribeira de Amioso (ou ribeira Pequena). Todo o oeste do concelho é delimitado pelo rio Zêzere, mais especificamente pelas albufeiras das barragens do Cabril, da Bouçã e do Castelo de Bode. 


O concelho da Sertã tem tudo aquilo que precisamos para umas mini-férias a dois. Recomendo a descoberta dos percursos pedestres e dos vários miradouros naturais existentes e claro, aproveitar também para mergulhar nas águas límpidas das praias fluviais: praia fluvial do Trízio, do Trouviscal, da própria Vila da Sertã e a praia Fluvial do Marmeleiro. 

Ao nível gastronómico cada prato contém um sabor característico e a marca do local que lhe deu origem. É obrigatório provar os tradicionais Maranhos, o Bucho Recheado e os Cartuchos de Amêndoa de Cernache do Bonjardim (tão mas tão bons). 

Ficámos alojados no Convento da Sertã Hotel e não podíamos ter escolhido melhor. Tem uma excelente localização (mesmo no centro da Vila), é acolhedor e familiar. Cada pessoa que ali trabalha se dedica de forma ímpar para nos proporcionar a melhor estadia, estando sempre atentos às nossas necessidades, prontos a dar-nos informações e sugestões, colocando-se à nossa disposição para qualquer coisa que seja necessária. 

Todo o Hotel é um sonho: a decoração mantém pormenores do antigo Convento conjugados com um estilo moderno de gosto irrepreensível e muito bem enquadrados. A piscina de água salgada, o Espaço Evasões onde se podem usufruir de vários serviços (massagens, envolvimentos, Reiki, entre tantas outras opções), a par com o delicioso pequeno-almoço (variado, de qualidade excepcional e onde nada é deixado ao acaso) fazem deste Hotel uma paragem obrigatória. Simples mas ao mesmo tempo com pormenores de requinte, despretensioso e acolhedor, este Hotel requer uma visita mais prolongada do que aquela que fiz, de modo a poder usufruir do tanto que tem para nos oferecer. 

A Vila possui um elevado património histórico como a Capela da Nossa Senhora da Conceição, a Capela de Santo Amaro, a Fonte da Boneca, o Lagar de Vara, na Alameda da Carvalha ou a  Ponte Filipina da Sertã (entre tantos outros), com um espectacular jardim mesmo no centro da vila e as suas piscinas e praia fluvial fazem dela um local de interesse e visita obrigatória. A minha descrição destes dias não ficaria completa se não falasse do Restaurante Santo Amaro (e da sua excelente relação qualidade-preço), da simpatia do Fábio que tão bem nos atendeu ao jantar bem como da Mercearia do Largo que fica no bairro mais típico desta encantadora vila. Com uma deliciosa selecção de petiscos, tais como: caracóis, moelas, pica-pau ou as saborosas sanduíches em pão no forno a lenha e os seus sumos naturais de fruta do dia que fizeram as nossas delícias, acompanhados pela simpatia de quem nos atendeu e pelos sorrisos felizes da Maria Inês e da Margarida.

Nestes 2 dias aproveitei ainda para conhecer mais algumas Aldeias de Xisto (Água Formosa, Pedrógão Pequeno e Mosteiro) e ainda passar pelo CentroGeodésico - Vila de Rei - A cerca de 600 m de altitude (na Serra da Milriça) o Picoto da Milriça marca o Centro Geodésico de Portugal ... Este local permite uma visão se 360 graus sobre todo um vastíssimo horizonte vislumbrando-se desde a Serra da Estrela e da Lousã até às planícies alto-alentejanas e lezírias do Ribatejo... É lindo e esmagador estar no Centro do meu País ... O "umbigo" de Portugal como diz a minha filha.


A felicidade é uma metáfora muito simples porque de coisas simples se faz a vida ... de coisas simples e do amor destas gentes que se esforçam para manter vivo este nosso Portugal. Gente que aposta nas nossas raízes, naquilo que é nosso e que nos recebe como ninguém... foi isso que senti quando ali cheguei: senti-me acolhida.  Na manhã seguinte antes de partir corri descalça pela relva fresca e molhada do jardim e pensei que em poucos sítios me sentira assim livre e leve, solta e feliz ... como se estivesse em casa.  

Obrigada Sertã.







 























  

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