sábado, 5 de setembro de 2015

21 anos depois.


Quando me perguntam como consegui dar a volta à dor depois de ter perdido o meu melhor amigo, aquele cujo colo era maior que todos, o meu chão e o meu tudo, a minha resposta é sempre a mesma: não consegui. Sem mais explicações. Assim. Sem margem a diálogos nem a comentários. Uma resposta crua, porém a única. "Não consegui!"
A verdade é que nunca se consegue. Leva-se a vida com aquela dor sempre atravessada no peito, segue-se em frente como se pode, olhamos por nós para podermos olhar melhor pelos que estão connosco. Apaziguamos as saudades que sentimos com as boas recordações que nos deixaram, acreditamos que quem nos ama, de verdade, nunca nos deixa e vivo os meus dias com a esperança de que quando falo contigo, tu me escutas mesmo. De verdade.



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