segunda-feira, 16 de novembro de 2015


«Cada vez mais se vive o momento. Fugimos do passado e temos medo do futuro, o que implica que somos forçados a viver um presente demasiado pequeno.
Os tempos de descanso devem ser ocasião de trabalho interior. Mas, vai sendo cada vez mais raro encontrar gente com memória, assim com também é raro encontrar pessoas com discernimento suficiente para se comprometerem em projetos a longo prazo. 
(...)
Não devemos viver dia a dia, mas sim semana a semana, mês a mês, ano a ano... precisamos de assumir que a nossa vida é tão bela quanto enorme, fugindo à triste lógica de tentar aproveitar cada dia como se fosse o último... não será a nossa vida muito maior e mais profunda que isso?
Sem as referências do passado e sem as responsabilidades do futuro, o momento não é presença, é ausência.»

José Luís Nunes Martins, in 'Amor, Silêncios e Tempestades'






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