segunda-feira, 25 de abril de 2016

Aldeia do Fujaco e 3 dias de descanso

Para uns pode ser o fim do mundo, um lugar isolado, longe da civilização onde falta tudo e nada acontece. Para mim é o sossego de um tempo morno que passa devagar e sem sobressaltos ... A ternura das coisas bonitas que aquecem o coração e apetecem partilhar ... No sorriso das gentes desta aldeia onde não há lojas, nem cafés, nem rede de telemóvel há a alegria de receber bem a gentes que vêm de fora, de parar e conversar para contar coisas de antigamente. Olham-nos demoradamente, num vagar que só quem aprendeu a esperar com os ciclos da natureza entende, estudam os nossos movimentos, a nossa pressa e a nossa ansiedade que sabem ser típicas de quem vive noutro ritmo e noutro tempo! Nos gestos seguros carregam a calma de quem entende que há um tempo certo para tudo, no coração trazem a paz de quem aprendeu a aceitar tudo o que a vida dá e no rosto a certeza e a alegria serena de quem sabe que é feliz e tem, junto a si, tudo o que realmente importa!




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